10 outubro 2005

Intróito

by @ 2:05. Filed under Inespecífica

Pensamentos, posições, idéias, comentários, poemas, músicas, imagens e o que mais for de interesse científico, filosófico, artístico, cultural e pessoal de Ernesto von Rückert.

ABERTO EM 10 DE OUTUBRO DE 2005.

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16 julho 2016

Morrendo…

by @ 17:17. Filed under Inespecífica

Tenho que fazer algo.
Mas eu estou com sono. Muito sono.
Por que tenho que fazer algo?
Porque viver é estar fazendo algo.
Quero fazer xixi. Estou apertado.
Mas meu corpo não se mexe.
Será que eu estou vivo?
Bem… Estou pensando. Logo existo!
Mas eu poderia existir, estando morto?
Como vou conseguir saber?
Será que estou sonhando?
Como vou conseguir saber?
Ninguém aparece.
Onde estou?
E a luz no fim do túnel?
Está tão escuro…
Está tão silencioso…
Está tão frio…
Será que estou morrendo?
Então, é assim?
Não estou achando gostoso.
Acho que estou sumindo…
Ainda respiro?
Não sei. Não percebo.
A música está rallentando…
Está tudo acabado.
Nada… Ponto final.

1 abril 2016

Escolha do Amor

by @ 11:06. Filed under Inespecífica, Poesia

Por que dizer que o amor é triste?
Triste é não ter amor nenhum!
Pois tendo amor, mesmo só um,
gáudio maior, se ter, não existe.


Mas há quem negue, amando, amar,
se quem lhe ama, amor também
ter, dedicado, a outro alguém,
sem um nem outro abandonar.


Ou quem impede o amor que tem
de amar, também, um tanto e quanto,
um outro amor, que lhe convém.


Para o amor jamais trazer
tristeza à vida de ninguém,
nunca, a só um, tem que escolher.

12 fevereiro 2016

MOVIMENTO DO BEM

by @ 12:20. Filed under Inespecífica


Movimento do bem não é uma organização, uma instituição, uma fundação. Não tem estatuto, regimento, filiação, contribuição, funcionários. Não cobra nada, não paga nada, não tem pessoa jurídica, não tem CNPJ, não paga imposto. Não tem sede, não tem diretoria.
Movimento do bem é só um grupo de pessoas empenhadas em fazer o bem, em propagar o bem, em agir para o prevalecimento do bem, em evitar o mal, em combater o mal. Sem nenhuma retribuição, nem a salvação eterna, sem nenhum alarde, sem nenhuma pretensão, nem a glória de Deus. Também em fazer prevalecer a verdade, a justiça, a harmonia, a fraternidade, a honestidade. Então, também é gente de bravura e coragem para enfrentar a maldade, para denunciar as falcatruas, para combater a corrupção.
Essas pessoas, mesmo não tendo nenhum registro de filiação, precisam se conhecer, se encontrar, justamente para unir seus esforços, para conversar, para discutir, para planejar suas ações, para solidificar sua amizade, para trocar ideias, para se curtirem também, afinal.
Seu símbolo é esse círculo branco de contorno azul. Nada mais simples, nada mais puro. A cor do céu e das nuvens brandas. A reunião de todas as cores.
Porque é um grupo de pardos, negros, amarelos, brancos, vermelhos, mulheres, homens, pobres, ricos, inteligentes ou não, cultos ou não, judeus, jainistas, budistas, católicos, espíritas, shikistas, muçulmanos, candomblesistas, protestantes, hinduístas, ateus, umbandistas, zoroastristas, wiccistas, paganistas, esquerdistas,  centristas, direitistas, comunistas, socialistas, capitalistas, anarquistas, democratas, monarquistas, utopistas, heterossexuais, homossexuais, bissexuais, assexuais, polissexuais, monossexuais. Em suma, é um grupo de pessoas humanas do bem. Pessoas que querem o bem dos outros. Pessoas dispostas a trabalhar pelo bem do mundo. Para consertar o mundo. Pessoas que se aceitam umas às outras com suas diferenças com pleno amor mútuo.
Mas não é um grupo de preguiçosos, nem de gananciosos, nem de vaidosos, nem de invejosos, nem de maledicentes, nem de presunçosos, nem de maldosos, nem de espertinhos, nem de desonestos, nem de tapeadores, nem de intrigantes, nem de fúteis, nem de convencidos, nem de covardes, nem de medrosos.
Provisoriamente, criei uma página no Facebook para que os interessados possam se encontrar:
https://www.facebook.com/Movimento-do-Bem-231310710544645/


27 dezembro 2015

O que me falta

by @ 20:08. Filed under Poesia

Não tenho tempo pra nada.
Mas tempo não me faz falta,
pois uso o tempo que tenho.

Dinheiro tenho nenhum.
Mas isso é que não preciso.
Tudo que tenho me basta. 

Saúde não vale nada.
Mas isso em nada me importa.
Boa é a vida que vivo. 

Algo me falta na vida,
que em vão estou a buscar
e dou sem ter volta a mim. 

Tudo que a vida permite,
há o que traz felicidade
e vale viver sem dor.

Isso é que quero achar
de alguém que queira me dar
e a quem feliz vou fazer. 

15 novembro 2015

A poesia prevalece!‎

by @ 21:44. Filed under Poesia



Mesmo que o céu se despedace,
que a galáxia se esfacele,
que o universo se rasgue,
a poesia prevalece!


Se nada mais restar de nós,
se o tempo cessar o seu curso,
se nada, enfim, mais houver,
a poesia prevalece!


Pois os sonhos engendrados
nas mentes encasteladas
em surtos de insanidade…


Os ideais almejados
de um mundo tão encantado,
só na poesia florescem.

Ernesto von Rückert

16 outubro 2015

AMORES ACONTECEM

by @ 12:05. Filed under Poesia

Amores acontecem…
Não são buscados, não são desejados, não são planejados.
Surgem intensos, profundos, imensos,
doces, ternos, maviosos.
Nos envolvem, nos sugam, nos prendem
sem refresco, sem escape, sem piedade.


Não se importam com convenções nem compromissos.
Nem querem ser únicos, exclusivos, ciumentos.
Só que a vida é inimiga dos amores,
mas, sem eles, a vida não é vida.
Ela não quer que tenhamos mais de um.
Mas, de amor, não se conta a quantidade.


Só que amor, para dar felicidade,
tem que ser sentido e ser vivido.
Todos, em completa realidade.
Assumidos com toda sinceridade,
vividos em plena intensidade,
proclamados com toda claridade.


Que se arroste o mundo, tão medíocre!
Que se rasgue o véu gris da hipocrisia.
Que se afirme o valor de amar o amor!
O primeiro e mais sublime sentimento,
que impera sobre a vida sobranceiro
e a que devem, razão e juízo, vassalagem.


Para o mundo ser feliz e abençoado
e tristeza a ninguém levar as lágrimas
de escolher, entre os amores, qual viver…
Decisão melhor não há que se tomar,
se se pode a alegria conhecer
de viver todo amor que acontecer.

Ernesto von Rückert
Viçosa, Minas, outubro de 2015

3 setembro 2015

MELODIA

by @ 17:35. Filed under Poesia

Como eu queria, um dia,
ter com alegria, a mania
da melodia, baldia,
que se ouviria e amaria.


A meus amores, favores
sem dissabores. Louvores
só com olores, sabores.
Nunca temores, nem dores.


Só a beleza, proeza,
numa riqueza, lindeza,
toda tristeza, surpresa,
vira nobreza, moleza.


Então eu canto, o encanto
que leva o pranto, contanto,
que o acalanto, adianto,
a dor suplanto, garanto.


Ernesto von Rückert

16 agosto 2015

Encontro Total

by @ 1:17. Filed under Poesia

Que melhor amiga pode ter em sua vida
homem que o que mais quer da vida é ser feliz,
do que aquela mulher que seu próprio coração
elegeu para amar o amor maior que puder dar.

Porque, em verdade, o verdadeiro amor só surge
por quem se tem admiração e amizade.
Aquela que nos faz venturosos os momentos
passados a curtir o que se tem em cumum.

De quem somos total complemento de seu ser,
que nos acha a melhor e mais perfeita companhia.
Que compartilha nossos projetos e ideais.
Vê a vida com nossa perspectiva.

Além disso tudo, nos encanta e nos fascina.
Nos enche de deslevo, ternura e tão desejo.
Nos cobre de mil carinhos, beijos e abraços.
E nos leva ao céu do amor em sensual conúbio.

Feliz, pois, é quem encontrou um tal tesouro.
Unindo, enfim, na mesma pessoa encantadora
que retribui, em luz,  esse amor e encantamento,
bastando na vido o outro ao um e o um ao outro.

Ernesto von Rückert, agosto de 2015

11 agosto 2015

PAI

by @ 0:35. Filed under Poesia

Trinta anos são passados.
Não mais ouço tua voz
ditar-me sábios conselhos,
nem vejo teus olhos claros
tanta bondade irradiar.

Como sinto tua falta…
Saudades das noites frias
em que, em nossas poltronas,
o vinho da vida bebíamos
em longas conversas profundas.

Hoje já chego à idade
em que desta vida partiste.
E, mais do que nunca, preciso
ouvir tua palavra amorosa,
guiar-me na sina da vida.

É tanta minha solidão
que, mesmo sabendo-te ausente,
teu vulto, em brumas envolto,
parece acercar-se de mim
e, sem querer, digo: Pai!

Ernesto von Rückert, maio de 2011

6 agosto 2015

Minha Morte

by @ 21:45. Filed under Artes, Poesia

Um dia… sim, vai ter um dia,
será o dia da minha morte.
Qualquer dia, nada especial,
em que pararei de funcionar.

Não sentirei nada, não saberei de nada.
Pararei de existir. Não terei lembranças.
Nada mais me importará. Tudo sumirá.
O mundo continuará, mas eu, não haverá.

Não serei castigado por nada.
Não serei premiado por nada.
Talvez alguém fique triste, mas passará.
Em verdade o mundo ficará aliviado.

Sou um estorvo, sou um encargo.
E não deixo herança para ninguém.
Só trabalho, cansaço e despezas
Para se livrarem de meus trastes.

Espero, porém, que algo que fiz
aos entes venturos possa ter valia.
São ensinamentos que em toda esta vida
ousei transmitir na lousa, no livro, da boca e no ecrã.

Foi para espancar toda ignorância.
Para levantar essa vil prepotência.
Pra longe deixar qualquer intolerância.
E, enfim, acabar o ardil preconceito.

A descortinar todo um mundo azul:
sem ódio, sem gana, sem medo, sem dor.
Só com harmonia, prazer, igualdade
e felicidade a quem dele for.

Onde não vai ter um sequer opressor.
Sem pátrias, sem guerras, sem donos, sem credos.
Isso eu espero ter contribuído
pra logo chegar essa aurora ideal.

Amei muito muito, amei muito mesmo.
Mas meus amores só foram em vão,
pois os amores me retribuídos
feneceram, acabaram, se quebraram.

Mas os que eu tinha, não eram de vidro.
Não se acabaram, eu sempre os tive.
Mas não levarei pra onde eu for ir
Pois eu não irei a lugar nenhum.

Acabarei e comigo se vão meus amores.
Minhas catedrais tão lindas, tão elevadas.
Porque o mundo não quer grandes amores.
Só comezinhos, só convencionais.

Mas os meus são grandiosos.
Não se limitam a nada estabelecido
e se estendem através dos amores a mais amores.
até abrangerem o mundo inteiro.

Todas as pessoas, os seres, a natureza, o Universo.
Sem posse, domínio, exclusividade nem ciúme.
Livres, francos, abertos, totais, entregues.
Incondicionais, devotados, amigos, cúmplices.

Amores dedicados, empenhados, responsáveis,
gentís, sutís, sensuais, virís.
sentimentais, românticos, poéticos,
vibrantes, enérgicos, fecundos.

Mas nunca exigentes, prepotentes, castradores,
controladores, cobradores, exclusivistas.
Amores totalmente altruístas.
Rejeitados por serem tão amorosos.

Amores angelicais, celestiais
Mas reais, existenciais.
Amores de um mundo que não existe.
Que, ao morrer eu, acabarão.

Mas… talvez, apenas talvez.
Algum coração ainda amará
Quem um dia tanto lhe amou
E uma lágrima verterá.

Ernesto von Rückert

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