24 janeiro 2010

Intróito

by @ 2:05. Filed under Inespecífica

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31 dezembro 2011

Mensagem de Ano Novo

by @ 14:51. Filed under Pessoal

A todos os meus amigos  eu quero desejar muita alegria na passagem do ano e muita paz, saúde, amor e realizações no ano de 2012. Que todos possam viver significativamente suas vidas e gozem da grande satisfação de se sentirem cúmplices do trabalho de tornar o mundo melhor, mais justo, mais harmônico, mais fraterno, mais pacífico e mais próspero, em que o bem estar e a felicidade não sejam apenas o privilégio de poucos em detrimento de muitos.

Espero eu também ser aquinhoado com minha cota de felicidade e, como vocês, que tenha meus sonhos realizados, pois eles são muitos e lindos. E que nunca eu, como vocês, precise verter uma lágrima sequer por contemplar as injustiças e as malqueiranças, as intolerâncias, os preconceitos e as hostilidades entre as pessoas, pois que somos todos terranos e irmãos de uma família total que é a humanidade. Que o amor não encontre obstáculos e possa ser sempre realizado, sem restrições de espécie nenhuma, sem as amarras das conveniências e só com a chancela dos baluartes hipócritas dos bons costumes e das verdades sagradas (uma ova). Que todos se irmanem, uns ajudando aos outros a vencerem as dificuldades da vida e não se gladiando para vencer e derrotar as pessoas, na busca idiota do sucesso em vez da paz e da concórdia. Se eu acreditasse em Deus, diria, Amém. Mas eu acredito no valor da pessoa humana, na sua bondade, do seu desprendimento, na sua coragem e no sua capacidade de trabalhar e dar de si sem pensar em si para o proveito coletivo. Assim faremos esse mundo um lugar aprazível, digno, valioso e benfazejo para nossa morada, que se limita apenas a esta vida, daí o seu incalculável valor.

Abraços a todos, em especial àqueles e àquelas que eu tenho o privilégio de privar do seu afeto e amizade pessoal, mesmo que só virtual, alem dos que eu, realmente, amo, do fundo do meu coração, como minha família e outras pessoas especiais para mim, que sabem perfeitamente quem são.

28 dezembro 2011

Mensagem de Deus

by @ 9:24. Filed under Religião
.
(atribuído a Baruch de Spinoza)
.
Pára de ficar rezando e batendo o peito !
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável.
Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho…
Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir.
Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim.
Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.
Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão.
Não há nada a perdoar.
Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos.
Não há pecados nem virtudes.
Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste…
Do que mais gostaste?
O que aprendeste?
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim.
Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem.
Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria!
Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.

6 novembro 2011

Felicidade

by @ 18:45. Filed under Pessoal, Poesia

Na primeira vez, em minha vida atribulada
em que a Felicidade entrou em minha porta
eu era jovem, era virgem, idealista e sonhador.

Ela veio de olhos azuis, míopes, italianos.
E o mundo me sorriu, em mil venturas
que eu sorvia a cada dia, embevecido.

Mas aquele mundo era preconceituoso.
A Felicidade não era livre: tinha um senhor.
Então ela se despediu, deixando só desolação.

Porém ela me trouxe, em breve, um consolo,
de olhos de jabuticaba e jeito encantador.
Pelos quais liguei a minha vida, longamente.

Só que tínhamos nossos sonhos diferentes
e visões de mundo totalmente conflitantes.
E, de novo, Ela partiu, sem nem remorso.

Trabalhando, dia a dia, frente a frente,
de tez morena e mil cachinhos cor de mel,
mais uma vez, a Felicidade me apareceu.

Mas o amor que ela me dava era outro
e o amor que eu desejava ela já dava
a outro amor, que seu amor desmereceu.

Então, sozinho, eu vagava e velava pela teia.
E dentro dela novamente me acenava
a Felicidade, numa figura especial.

Me pareceu ter encontrado, finalmente,
alguém a quem poder doar, completamente,
eu por inteiro, sem nenhum porém em mente.

Nova vida construí, e fui feliz, inteiramente.
Os dias passam, e com eles, pouco a pouco,
expectativas diferentes vão surgindo.

E tudo aquilo que era só encantamento,
no dia a dia vai levando, lentamente,
ao desencontro dos desejos tão sonhados.

Assim você Felicidade, que eu queria
que amiga fosse todo dia, a vida toda,
a mim de novo deu adeus e foi-se embora.

Mas Tu pareces insistir em me buscar.
E novamente, pela rede me revelas,
linda dona de olhos verdes, em cabelos de cerveja.

Agora sim, não posso mais me equivocar.
Porque em tudo, ao que parece igualamos:
atividades, preferências, concepções e ideais.

Ainda mais que as palavras confirmavam
mil promessas de venturas inefáveis,
garantidas se esse amor eu abraçasse.

Só que das sombras do passado, já esquecido,
outro amor veio buscar os olhos verdes,
que por ele, eles quedaram, em nocaute.

E então, Felicidade, o que me deixas?
Uma amargura sem remédio e lenitivo
e a impressão de que jamais me acolherás.

1 novembro 2011

Saudade

by @ 10:36. Filed under Poesia

Como me oprime essa saudade,
lembranças lá da felicidade,
do que nunca vi e nem vivi,
dias que jamais eu conheci.


Quisera sentir toda alegria
que rodopiando tu caías
nos campos floridos que romperas,
meus braços todinhos em esperas.


Sonhos coloridos todo dia
tinha com você na pradaria.
Dores que meu peito padeceu,
de tudo o que nem aconteceu.

31 outubro 2011

Avareza

by @ 14:58. Filed under Poesia

Os homens compenetrados
seus lucros acelerados
disputam angustiados.

Nas noites tão mal dormidas
as vidas são consumidas
em almas empedernidas.

As pessoas companheiras
usadas, é brincadeira,
não passam de umas tranqueiras.

No peito, sem sentimentos
vivem todos os momentos
a enriquecer, um portento.

Não sabem que desta vida
nada pode ter guarida
da morte, quando acolhida.

Nem a fortuna guardada
a sete chaves fechada
vai poder ser despachada.

Os anos desperdiçados
por ninguém ter sido amado
serão todos apagados.

Multiplicando o Amor

by @ 14:40. Filed under Poesia, Relacionamentos

Porque será que as pessoas
complicam tanto a vida,
não deixando o sentimento
que não tem impedimento,
florescer sem ter medida
só fazendo coisas boas.

Como pode o amor ter dono
ou deixar de bem-querer
a todo o que o faz surgir,
sem o coração dividir?
Amar a todos poder
sem deixar ao abandono.

Amar mais não diminui,
pois do amor a aritmética,
multiplica o que reparte
e adiciona outra parte,
sem tirar, muito eclética,
de ninguém o que possui.

28 outubro 2011

Amor Perdido

by @ 22:52. Filed under Poesia

Porque de tanto amor
transborda a minha alma,
se a dama que desejo,
nas linhas que versejo,
nem meu ardor acalma
e atende a meu clamor.

Em dias mais felizes,
deixou-me ela contente,
a prometer ternuras
e mil outras venturas,
pra mim, infelizmente.
crer em todos matizes.

Mas ao chegar a hora
de tudo acontecer,
das brumas do passado
alguém havia chegado,
deixando a fenecer
o amor, a ir-se embora.

Ernesto von Rückert

27 outubro 2011

Doce Sonho

by @ 16:11. Filed under Poesia

A natureza toda brilha radiante
ao resplandecer esta aurora alvissareira,
que toda renda de orvalho faz brilhante
e iridescente coa a luz qual u’a peneira.

Já em meu leito, uma réstia luminosa,
o sono afasta, revelando o sonho doce
em que você, toda de chita preciosa,
sorri feliz nos braços meus, como se fosse.

Entre dormir e acordar fico hesitante.
Se a ventura a embalar maravilhosa
o sonho meu quer prosseguir, mais um instante.

Mas para a vida vem o Sol  qual camareira,
a me lembrar da realidade que me trouxe,
e a meu sonhar levar tristeza verdadeira.

Ernesto von Rückert

26 outubro 2011

Trovinhas

by @ 13:37. Filed under Poesia

A Dilma intransigente
pôs a corja prá dançar,
mas a malta não contente
botou ela em seu lugar.

Neste Anglo em que trabalho
vivo alegre e bem contente,
pois só gente inteligente
dá as cartas do baralho.

Além de inteligente
essa turma onde habito
é todo mundo bonito
fino, educado e atraente.

22 outubro 2011

Alegria do Amor

by @ 8:56. Filed under Poesia


Se o Sol entra bem cedo em sua vida
e a manhã é radiosa primavera.
Coração exulta de felicidade.
cada minuto do dia que se passa.

Se passarinhos cantam no arvoredo
e o vento entoa inebriante melodia.
Se tudo é belo, encanto e alegria
e o mundo dança um balé celestial.

Não importa nada mais que aconteça,
o amor se instalou em sua vida.
Há alguém que prá você é mais que tudo,
sem o qual todo encanto se evapora.

Quizera eu ser você, aqui e agora!

Ernesto von Rückert

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