24 janeiro 2010

by @ 2:05. Filed under Inespecífica


Pensamentos, posições, idéias, comentários, poemas, músicas, imagens e o que mais for de interesse científico, filosófico, artístico, cultural e pessoal de Ernesto von Rückert.
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14 março 2010

Nebulosa Borboleta

by @ 22:56. Filed under Astronomia, Pessoal, Pintura e escultura

Nebulosa Borboleta

Tela que acabei de pintar:

Acrílico sobre tela – 70 cm x 50 cm – R$ 450,00

Dados astronômicos:

NGC 6302 – planetária – Escorpião – 1888
Ascenção reta: 17h 13m 44,211s
Declinação: – 37° 06′ 15,94”
Distância: 3.400 al
Diâmetro: 1,5l
Dim. aparente: 3,0′
Mag. aparente: +7,1
Mag. absoluta: -3,0
Expansão: 200 km/s (centro) a 600 km/h (periferia)
ESTRELA CENTRAL
Explosão há 1.900 anos
Temperatura: 200.000 K

13 março 2010

Superdotação

by @ 15:30. Filed under Educação, Inteligência

Tenho muito interesse sobre o tema “superdotação”, uma vez que posso me considerar assim, pelo que percebo de meu comportamento na infância. Mas nunca tive tratamento especial na escola pública em que estudei. Em casa, contudo, meus pais me municiavam de leituras e conversas estimulantes, já que eram intelectuais, como é o caso de toda a minha família, tanto materna quanto paterna. No ensino fundamental eu já estudava em livros de história e geografia de nível superior, pois meu pai era professor dessas matérias. E nunca me contentava em saber só o que os professores ensinavam. Comecei a estudar filosofia com 11 anos, juntamente com física atômica e nuclear, eletrônica e mecânica. Além disso tocava piano e pintava quadros. Só nunca gostei de esportes nem de negócios. Chamava matemática de boatemática. Hoje penso o quanto o mundo perde em não apoiar adequadamente os superdotados.
Procurei conhecer a Mensa Internacional para me juntar a uma comunidade de pessoas mais inteligentes, para colocar este dom a serviço da humanidade, mas decepcionei-me com a vaidade de muitos membros. Inteligência é algo importante, mas caráter é mais ainda.
A questão do caráter é fundamental, pois uma grande inteligência voltada para o mal é o maior desastre. Todavia vejo uma grande correlação (com exceções, é claro) entre uma maior inteligência e um comportamento ético positivo e, mesmo, um espírito de desprendimento e altruísmo. O que costuma faltar é só a modéstia. Por isso a educação tem que ser integral: inteligência, conhecimentos, habilidades e caráter.

A maravilhosa internet

by @ 15:26. Filed under Comportamento, Sociedade

Sem dúvida a internet é um precioso meio de congraçamento, de troca de informações, de encontros, de divulgação de idéias, de formação de amizades e, até mesmo, de se achar o amor. Assim deu-se comigo após um ano de separação de minha primeira mulher, quando, pela internet, encontrei Fátima, minha segunda mulher e, pouco tempo depois, já estávamos unidos, tendo eu assumido seus quatro filhos (ela era viúva) além dos meus dois que ficaram comigo, vendido minha casa e mudado para a dela. Além disso, foi na internet, especialmente no orkut, que, conheci e me tornei grande amigo de muita gente maravilhosa e também passei a participar das discussões das comunidades, que me incentivaram a criar meus blogs, em que discuto filosofia, ciências, arte e cultura e que me municiaram de material para os livros que estou escrevendo.

O que havia antes do Big Bang

by @ 15:23. Filed under Cosmologia

Antes do Big Bang havia um campo indiferenciado (isto é, não fragmentado em partículas ou entidades de espécie alguma), extremamente denso que englobava todo o espaço existente. Ele continha todo o conteúdo do Universo. De repente, por uma perturbação aleatória, tal campo iniciou uma súbita expansão, não para um espaço vazio circundante, pois não há espaço fora do conteúdo do Universo, mas sim como um inchamento do próprio espaço, levando consigo seu conteúdo, rarefazendo-se e esfriando.
Aquele conteúdo primevo pode ter surgido, sem ser proveniente de coisa alguma, imediatamente antes do início da expansão ou já estar alí. De qualquer modo, antes que a expansão se desse, não havia decurso de tempo, pois este só ocorre se existe alguma alteração no estado do Universo. No Big Bang é que o tempo começou. Assim, a rigor, não existe sequer “antes” do Big Bang.
Certamente que antes do surgimento desse conteúdo primevo não havia coisa alguma, nem conteúdo material, nem radiação, nem campos, nem espaço (nem mesmo vazio), nem tempo, nem entidades de qualquer espécie, como espíritos ou deuses. A tal situação, que não é uma entidade, dá-se o nome de “nada”.
Ao expandir e esfriar, o campo condensou-se em quantizações de partículas e antipartículas, e a história toda levou ao que existe hoje. A passagem de uma distribuição caótica para as estruturas organizadas das galáxias, estrelas, planetas e os seres vivos, existente aqui na Terra, com a redução localizada da entropia, é uma decorrência do caráter cumulativo da gravidade (não apresentado pelo eletromagnetismo) e das forças do tipo Van der Walls e pontes de hidrogênio, responsáveis pelas moléculas orgânicas.

Educação para um mundo melhor

by @ 15:21. Filed under Educação

Para se ter saúde, direitos respeitados, habitação, trabalho digno, prosperidade e tudo o mais é preciso começar pela educação. Pessoas educadas serão questionadoras, exigentes e terão mais discernimento na escolha de seus representantes políticos.
Para que a educação deslanche, antes de tudo, tem-se que ter bons professores e isto só haverá se o magistério for uma profissão financeiramente atraente para os mais bem dotados intelectualmente. Assim nós, eleitores, precisamos escolher os candidatos comprometidos com a educação, bem como com a erradicação da corrupção na política, para que os recursos públicos sejam realmente aplicados onde são necessários.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, mesmo tendo feito progressos no modo de se encarar a relação de autoridade entre adultos, crianças e jovens, trouxe algumas dificuldades na educação ao impedir o exercício da autoridade sobre crianças e adolescentes, quando deveria simplesmente coibir os abusos. Mas é preciso que a infância e a juventude tenham diretrizes e balisamentos que orientem sua conduta, certamente que de modo não despótico, mas firme e seguro.
Esta problemática, aliada ao baixo prestígio do magistério, dificulta a realização de um trabalho educativo eficaz.
Está havendo hoje também um retrocesso do racionalismo e um recrudescimento do esoterismo, do misticismo, da magia e congêneres. Parece que até as pessoas instruídas e cultas querem se valer de meios fantásticos para obter resultados que deviam perseguir pelo esforço e pela inteligência. Não sei se isto advém de um desencanto com o cinismo, a hipocrisia, o descaramento, a ambição desmedida, a falta de escrúpulos com que muita gente se vale, usando de quaisquer meios para obter o que quer, atropelando a ética, o respeito e a consideração pelo outro, para não falar na cortesia, generosidade e desprendimento. Como não se consegue derrotar isso tudo, confia-se em recursos irracionais para fazê-lo.
A construção de um mundo melhor, mais justo e fraterno, passa por uma educação que construa um espírito crítico e questionador, liberto de todo preconceito e de intolerâncias, bem como de crendices e tradições equivocadas.

Contestação das propaladas evidências da existência de Deus

by @ 0:04. Filed under Ateísmo, Religião

1) Criação inanimada
O fato do Universo existir não exige alguém para criá-lo, como no caso de qualquer artefato, pois estes não são naturais. Seu surgimento e evolução foi perfeitamente possível sem interveniência externa nenhuma. As próprias forças naturais, por sua conta e de modo aleatório, foram capazes de formar tudo o que existe na natureza. Mesmo a passagem da inexistência para a existência pode ter-se dado de forma fortuita. Não há nada que exija causa para um evento. Alguns a possuem, outros não. Estes, inclusive, no mundo subatômico, são maioria. Na verdade, a impressão de haver causalidade e determinismo é devida aos eventos macroscópicos serem resultantes de miríades de eventos microscópicos interconectados. Mesmo no mundo macroscópico, contudo, a maior parte das ocorrências é fortuita. Por outro lado, a natureza não tem inteligência nenhuma e nem mesmo é perfeita. O que existe é apenas a sobra que teve sucesso em um número imensamente maior de casos fracassados. Se a natureza fosse perfeita não haveria doenças, por exemplo. Mesmo que fosse necessário causa para todo evento, o que indica que a causa primeira teria sido Deus, tal qual é concebido pelas religiões? A noção de um criador é completamente dispensável e isto é que, realmente, o bom senso indica. Supor que exista não tem nada de lógico. É tão somente uma crença, desprovida de fundamento.

2) Criação animada
Não é verdade que a vida não possa surgir de um conteúdo inanimado. É claro que um ser vivo complexo, como os que existem hoje, mesmo uma bactéria, só pode ser proveniente de outro ser vivo mas, regredindo a complexidades cada vez menores, chega-se a um sistema replicante e autosustentável simples que pode perfeitamente surgir de compostos inorgânicos, sob condições especiais, que prevaleceram na Terra primitiva, mas hoje só se dão em lugares bem restritos, como as fumarolas submarinas. O fato do padrão biológico ser o mesmo em todos os seres vivos, apenas confirma o processo evolutivo pelo qual eles se diferenciaram. Novamente, mesmo que houvesse necessidade de que todo ser vivo venha de outro, de onde se conclui que Deus é que criou o primeiro? Porque não poderiam haver seres vivos desde uma eternidade estendida infinitamente para o passado? Não é o que eu acho que se deu, mas não é uma impossibilidade. Uma vez que Deus não é um ser biológico, seu ato criador não contrariaria exatamente o pretenso princípio de que a vida sempre provém de outra?

3) Consciência humana
A consciência ética nada tem a ver com Deus. É uma característica evolutiva do ser humano, que privilegiou os que a possuem (pois há quem a não possua), uma vez que sua falta acarreta prejuízo irreversível para as comunidades e o homem evoluiu como um ser gregário. Ser “do bem” contribui para o sucesso do grupo, enquanto ser “do mal” pode, temporariamente, ser vantajoso para o indivíduo, mas, no aspecto global, prejudica a sociedade. Assim, o bem é um imperativo impregnado nas características biológicas do ser humano, reforçado pelo processo educativo que toda criança sofre em qualquer cultura. Por outro lado, não é verdade que uma “lei” exija um legislador. Isto ocorre com as leis artificiais, criadas pelas sociedades. As leis naturais não são um imperativo, mas tão somente uma descrição do comportamento observado na natureza. A moral é imperativa, pois é promulgada pelo homem, mas a ética é natural, advinda da observação do que seja benéfico para os grupamentos e para os indivíduos, desde que não conflite com o interesse grupal.

4) Ordem do Universo
É por acidente sim, que tudo ocorre do modo como o faz. As órbitas planetárias e a estrutura dos átomos são decorrências de acasos favoráveis. A maior parte da matéria da nuvem protoplanetária que envolvia o Sol em sua formação, não se aglomerou em planeta nenhum e perdeu-se no espaço. Apenas uma fração coincidiu de situar-se com a velocidade e no lugar adequados para permanecer em órbita. Mesmo assim, como no caso dos asteróides, ou não chegaram a formar um planeta, ou ele se formou e rompeu-se pela ação de forças de maré provenientes do Sol e de Júpiter. Os cinturões de cometas também revelam que o caos é preponderante sobre a ordem no Universo. De fato, a ordem é um acidente. A regra é o caos, em todas as estruturas cósmicas. Mesmo a ordem que existe não requer inteligência nenhuma. É o resultado de coincidências. O fato do planeta Terra possuir as condições propícias para abrigar a vida que abriga é uma raridade cósmica, possivelmente só exibida, no máximo, em três lugares em cada galáxia, cada uma com centenas de bilhões de estrelas e trilhões de planetas.

5) Crença em Deus
É claro que a crença em qualquer coisa, por mais difundida que seja, não dá garantia nenhuma da veracidade daquilo em que se crê. Isto é óbvio. Nenhum ateu pensa que teólogos inventaram Deus. Certamente que esta noção surgiu expontaneamente na humanidade como resultado do inexplicado, uma vez que a vida cotidiana associa as ocorrências a um agente. A fé não é ciência nenhuma. É uma crença não justificada. Crença as há, e podem ser aceitas por sua plausibilidade, face a fortes indícios de sua veracidade. Não é o caso da existência de Deus. Quem tem fé, crê de forma tal que se sente seguro da verdade de sua fé, dela não duvidando e deixando-a apenas face a uma ruptura drástica de suas concepções e visão de mundo. Crenças em geral, contudo, sempre são consideradas provisórias, mesmo que assim permaneçam indefinidamente, mas admitidas com a disposição de serem dispensadas, logo se mostre sua inadequação.

Atributos de Deus
A Bíblia descreve os atributos do ente a que se denomina Deus. Mas não é capaz de provar que isto não seja apenas um conceito, não correspondente a nenhum ser de fato existente. A Teologia é, pois, um conhecimento inteiramente vazio, meramente descritivo, do mesmo modo que se pode estudar como são os deuses mitológicos gregos pela leitura da Ilíada e da Odisséia, sem considerar que eles de fato existam. Ou os deuses do panteão hinduísta a partir da leitura dos Vedas. O Corão também descreve Deus com atributos diferentes da Bíblia e os islamitas o consideram como revelado pelo arcanjo Gabriel a Maomé. Allan Kardec, em seus escritos, considerados revelações pelos espíritas, traça um panorama inteiramente diferente do mundo espiritual. Quem está certo, e porque?
Citações bíblicas que dizem que Deus é real merecem mais crédito do que os textos de Allan Kardec que dizem que a alma se reencarna, por que? Porque se tem fé nelas? Mas há quem tenha fé no espiritismo (que não tem nada de cristão como algum o proclamam), ou em Brahma e Shiva.

Por ora vou interromper esta argumentação, apenas dizendo que o ateu não o é absolutamente por querer permanecer em pecado, considerando isto não como uma desobediência a vontade de Deus, já que não há Deus, mas como uma conduta em desacordo com a prática das virtudes e do bem. Pode haver ateu que seja pecador e ateu que seja virtuoso que, inclusive, se tivesse fé, seria considerado santo. Na verdade, a média dos ateus que conheço é mais santa do que a média dos religiosos.

7 março 2010

Inteligência

by @ 22:36. Filed under Educação, Inteligência, Neurociências

Cabeça

Veja a apresentação da palestra que tenho feito sobre Inteligência:

http://www.4shared.com/file/236469046/f39a2242/INTELIGNCIA.html

28 fevereiro 2010

Pseudociências

by @ 18:24. Filed under Ciências, Epistemologia

A questão das pseudociências não é levada a sério em muitas universidades. Na disciplina Filosofia, que deve ser obrigatória para todos os cursos, no tópico de epistemologia, é preciso que se discuta o conceito de ciência, de protociência e de pseudociência, identificando-as. Algumas destas últimas, mesmo não tendo caráter científico, podem ser úteis como conhecimento vulgar, não necessariamente errôneo. A maioria, contudo, é completamente errada mesmo, levando quem nelas confia a tomar sérios prejuízos. É, pois, uma responsabilidade das universidades tomar uma atitude enérgica contra a disseminação de tais enganações, e não compactuar com elas, em nome de uma falsa aprovação às culturas populares. Estas podem ser mantidas só se forem benéficas ou, pelo menos, inofensivas.

Unificação das interações

by @ 18:23. Filed under Cosmologia, Física Quântica

No meu entendimento, não há como unificar as interações com a gravidade, pois esta não é uma interação. Apenas na aproximação do espaço local tangente é que a gravidade aparenta ser uma interação. As teorias de unificação descartam a relatividade geral e consideram a gravidade como uma interação. Acho isso muito esquisito e vejo que, por isto, é que não conseguem, inclusive detectar gravitons. As ondas gravitacionais são ondas de curvatura do espaço-tempo e não perturbações de um campo quantizável, como o são as demais.

Sem dúvida que tem. Física mesmo, isto é, comportamento da natureza. A questão é que a Física Teórica ganhou um status de independência da fenomenologia que faz parecer que tudo que é obtido teoricamente corresponde ao comportamento da natureza. Isto é um perigo, mas advém da vaidade dos pesquisadores. Einstein, por exemplo, não se sentiu seguro de sua Relatividade Geral enquanto o desvio das estrelas no eclipse e a medida da precessão do periélio de Mercúrio não a confirmaram. É dessa pretensão descabida que surgem os Universos paralelos, os buracos brancos e outras fantasias.

A teoria das cordas (ou das branas ou a “M”) pretende unificar as partículas como modos de vibração de cordas ou membranas em múltiplas dimensões. Pode ser que consiga, mas pode ser só uma brincadeira (só que gasta fortunas dos contribuintes). No meu entendimento, o Universo é composto de um único e vasto “campo”, aqui e acolá concentrado em partículas quantizadas que são os bósons e férmions (quarks, leptons, gluons, fótons etc). Mecanismos que precisam ser descobertos garantem a estabilidade de certos quarks e produzem a matéria (e antimatéria). Explicações de como isso tudo funciona e como o conteúdo de massa-energia curva o espaço ainda não existem, fenomenologicamente (não apenas a equação). Física é entender o funcionamento da natureza. Ainda falta saber muita coisa.

A ciência não deve dizer apenas “como”, mas também, “por que”. Não só descrever e quantificar, dando as equações que relacionam as grandezas descritivas dos atributos das entidades, mas entender por que é que as coisas se dão como se dão. É o que eu chamo de fenomenologia conceitual. São as interpretações da Mecânica Quãntica, por exemplo. Isto ainda não está resolvido de modo pacífico. Não me alinho à concepção positivista de que só interessa saber se dá certo. Quero saber a explicação.

Matemática natural

by @ 18:21. Filed under Epistemologia, Física, Matemática

Certamente que a matemática (que inclui aritimética, álgebra, geometria, análise, topologia e tudo o mais) é um construto humano, que estabelece relações entre símbolos representativos de objetos abstratos, de uma forma lógica e com uma metodologia capaz de possibilitar inferências correspondentes a novas relações a partir de outras.
O mais curioso é que, quando se faz uma correlação entre os entes matemáticos e os entes naturais para que a matemática os represente, as inferências obtidas matemáticamente, na maior parte das vezes, são detectatas de forma correspondente nas entidades naturais representadas. Acho que isto não é uma mera coincidência.
É claro que a física precisa testar a veracidade dessas conclusões teóricas, como o desvio da luz tangente a um eclipse e a precessão do periélio de Mercúrio confirmaram a relatividade geral. Mas os físicos teóricos têm uma confiança muito grande de que a experiência confirmará suas teorias, deduzidas matematicamente.
No meu entendimento, isto advém do fato de que a lógica, alicerce da matemática, não é gratuita, mas é tal qual é em virtude da natureza ser tal qual é. Isto é, a matemática é, de certa forma, uma ciência natural e não uma abstração. Pelo menos a matemática que tem utilidade.

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