10 outubro 2005

Intróito

by @ 2:05. Filed under Inespecífica

Pensamentos, posições, idéias, comentários, poemas, músicas, imagens e o que mais for de interesse científico, filosófico, artístico, cultural e pessoal de Ernesto von Rückert.

ABERTO EM 10 DE OUTUBRO DE 2005.

Clique no título da postagem para exibir todos os seus comentários e inserir um, se quiser.
Clique no título do Blog para voltar a seu início.
Para buscar um assunto, digite a palavra chave na caixa ao lado, e clique em “search”.
Visite meu outro blogger: Wolf Edler .
Veja as respostas que dei no Formspring .
Pergunte-me o que quiser no Ask.
Veja meus sites preferidos no Delicious .
Assista meus vídeos no YouTube .
Compartilhe meus textos no Scribd .
Veja minhas fotos no Picasa .
Encontre-me como Wolf Edler no orkut, wolfedler no twitter e wolfedler no facebook.
Contacte-me pelo e-mail: ernestovon@yahoo.com.br .

2 janeiro 2015

Sonhando…

by @ 23:43. Filed under Poesia

Sonhando eu não sabia
que sonhar eu não podia,
pois, sonhando noite e dia,
minha vida se esvaia.

Nos sonhos que, então, eu tinha,
tudo sempre me convinha,
já que amor a mim me vinha
e a alegria era a rainha.

Só que, ao vir a claridade,
escura era a realidade
do mundo, que é só maldade.

Então, tudo o que eu quisera,
era viver a quimera
de sonhos, em primavera.

Ernesto von Rückert

27 dezembro 2014

DEUS CRUEL

by @ 13:42. Filed under Poesia, Religião

Oh, Deus de crueldade infinita
que exigiste, pra salvação,
de teu filho, atroz provação,
a remir a humana desdita!

Se sois assim onipotente,
por que só não deste o perdão,
sem ter nada pra redenção,
provando ser benevolente?

Martírio de Cristo, Jesus,
demonstra, com toda razão
e traz a verdade à luz.

Esse Deus cristão do Universo,
a existir, sem ponderação,
é frio, cruel e perverso.

Ernesto von Rückert

12 dezembro 2014

Canto ao Amor

by @ 15:18. Filed under Poesia
Amor

Amor

Canto o amor que me acontece neste peito,
com o jeito e o dulçor que ele merece.
Se me aquece sem direito, num torpor,
com o valor que me apetece ser bem feito.
E aproveito, no sabor que me enternece,
numa prece, sem defeito, um canto por.

Pois, à mente, ele conduz, com galhardia,
alegria, docemente então produz.
E seduz, à revelia, não somente,
certamente se deduz, minh’alma fria.
Como iria, finalmente se induz,
tanta luz e caloria ser presente.

De meu bem quero obter a recompensa,
que se pensa ter também por merecer,
todo ser, por tão extensa entrega ao bem.
Mas porém, tem que saber todo o que pensa,
que compensa, muito além do agradecer,
só viver a glória intensa e amar alguém.

Pois o amor, se verdadeiro e bem profundo,
neste mundo, com ardor bem altaneiro,
vai maneiro, bem fecundo e abrasador,
a compor, bem cavalheiro e indo a fundo,
no imundo e aterrador chão do terreiro,
um faceiro e vagabundo esplendor.

Ernesto von Rückert

Mais Amor

by @ 15:11. Filed under Poesia
Namorados

Namorados

Por que amor não posso amar em paz,
se quero meu querer sem mal fazer?
E posso a quem eu quero ser capaz
de ser feliz tornar por bem querer?

Por que assim não deixam eu amar,
se amar o quanto mais puder, melhor?
Não é mais desamor amor não dar,
do que a mais amar achar pior?

O mundo, a que queremos consertar,
somente amor demais vai conseguir,
jamais amor podendo dar, negar.

Assim, se nesta vida eu posso ir
amando a tantos quanto eu alcançar,
amar amor nenhum vou desistir.

Ernesto von Rückert

17 setembro 2014

Novos Haikais

by @ 7:59. Filed under Poesia

Um som amarelo
prefuma a casa todinha
com gosto amargo.

A gota escondida
sob uma folha castanha
tá quase pingando.

Nas tardes de estio,
se o vento fica parado,
me pinga o suor.

Meus dedos teclando
versos no computador
já cãimbras me dão.

Nesta tempestade,
raios que partem do chão,
ribombam trovões.

Te tanto andar,
as solas de meus sapatos
ficaram furadas.

Agulhas nas mãos…
Crochetando, tricotando…
Tiquetaqueando.

Compor um haikai,
do modo que é pra fazer,
prosaico há de ser.

4 agosto 2014

SAUDADE

by @ 21:32. Filed under Poesia

Grande saudade me invade.
Saudade sem piedade.
Ímpia, cruel e covarde.
Fria, que queima e que arde.

De sonhos acalentados
e nunca realizados.
De amores apaixonados
só neles vivenciados.

Sonhos de felicidade,
de tanta intensidade.
De uma vida de verdade,
plena de amor e bondade.

Fracassos tão pranteados.
Sucessos não alcançados.
Só sofrimentos deixados.
Tempo perdido passado.

Ernesto von Rückert

2 maio 2014

Órbita da Lua em torno do Sol

by @ 0:22. Filed under Inespecífica

Como a Lua gira em torno da Terra enquanto a Terra gira em torno do Sol, no mesmo sentido de rotação, interessa saber como é a órbita da Lua em torno do Sol. Pode parecer que, nos lugares e momentos em que a Lua se mova em relação à Terra no sentido oposto ao que a Terra se move em relação ao Sol (na fase de Lua Nova), a Lua retrocederia em sua órbita, que formaria laços nessas posições. Mas não é assim. Como a velocidade orbital da Lua em relação à Terra é de 1 km/s e da Terra em relação ao Sol é de 30 km/s, na Lua Cheia, ela estará ultrapassando a Terra, por fora, com 31 km/s em relação ao Sol e na Lua Nova ela estará por dentro, com 29 kms, sendo ultrapassada pela Terra. Mas sempre girando em relação ao Sol no mesmo sentido, sem retrocesso. Com se fosse em uma pista de Fórmula Indy, ora a Lua ultrapassando a Terra( Lua Cheia), ora a Terra ultrapassando a Lua (Lua Nova), sempre a ultrapassagem feita pela direita. Outro aspecto interessante é que, mesmo na Lua Nova, quando a Lua está entre o Sol e a Terra, sendo ultrapassada por esta, a concavidade de sua órbita é voltada para o Sol, nunca para a Terra. A razão é que a força gravitacional sofrida pela Lua por parte do Sol é o dobro da que ela sofre por parte da Terra. Então a resultante, mesmo na Lua Nova, em que elas têm sentidos opostos, é voltada para o Sol, sendo a força centrípeta, que é sempre voltada para o centro da curva. Só que, nesse caso, o raio de curvatura sera 1,4 vezes maior do que a distância Lua-Sol e, na Lua Cheia, será 1,2 vezes menor. Ou seja, a órbita da Lua tem sempre a concavidade voltada para o Sol mas é ora mais encurvada (Lua Cheia), ora menos encurvada (Lua Nova) do que a órbita da Terra em torno do Sol. Note que a distância entre a Terra e a Lua é 400 vezes menor do que a distância entre a Terra e o Sol, de modo que, em um desenho delas, se a Lua estiver a 1 cm da Terra, o Sol estará a 4 metros.

1 maio 2014

Anos bissextos.

by @ 23:10. Filed under Inespecífica

Por que será que, a cada quatro anos, o mês de fevereiro tem um dia a mais? A razão é porque o tempo que a Terra leva para completar uma órbita em torno do Sol não é um múltiplo inteiro do dia solar (intervalo entre um meio dia e o próximo, no qual a Terra gira 361 graus em torno de si).  Medindo-se cuidadosamente, acha-se que o ano tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos. Isso é mais ou menos 365 dias e um quarto de dia. Para não se considerar fração de dia, vê-se que, a cada quatro anos, fica faltando um dia aos 365 para se ter um ano. Então o ano tem 366 dias a cada quatro anos, escolhido como o dia 29 de fevereiro dos anos múltiplos de quatro. Mas… não é bem assim. Considerar esse excesso de 6 horas por ano significa contar 11 minutos e 12 segundos a mais do que seria preciso. Esse excesso se tornará igual a um dia inteiro, considerando que o dia tem 1440 minutos, a cada 128,6 anos. Para não considerar esse valor quebrado, basta considerar que esse número é, aproximadamente, 400/3, isto é, se, a cada 400 anos, não houver 3 anos bissextos, a conta ficará bem próxima da realidade. Então a regra fica sendo: Todo ano múltiplo de quatro é bissexto, exceto os que também forem múltiplos de cem mas não múltiplos de quatrocentos. Isso tira três a cada quatrocentos anos, os seja, os seculares não múltiplos de 400.

O dia e a rotação da Terra.

by @ 22:42. Filed under Inespecífica

Muitos dizem que a Terra dá uma volta completa em torno de si em um dia. Não dá! Então de quanto gira? Vejamos. Enquanto a Terra gira em torno de si, ela também gira em torno do Sol e no mesmo sentido. Quando, pois, ela completa um giro em torno de si, não acaba no mesmo lugar em que começou, mas um pouco mais adiante. Isso significa que um ponto da Terra que estivesse exatamente abaixo do Sol a pino, no começo do giro, não estará mais ao fim do giro. Portanto ainda não se passou um dia. Quanto falta para isso acontecer? O tanto de giro a mais que a Terra tem que dar é exatamente a fração da órbita que ela executou nesse giro. Como um ano tem mais ou menos 365 dias e uma volta inteira tem 360 graus angulares, em cada dia, aproximadamente, a Terra caminha um grau em torno do Sol. Isso significa que ela tem que girar mais um grau em torno de si para voltar a estar apontada para o Sol. Ou seja, em um dia a Terra gira 361 graus em torno de si e não 360 graus. Quer dizer que, em um ano, ela dá uma volta inteira a mais do que o número de dias. Ou seja, para passar 365 dias, a Terra tem que dar 366 voltas em torno de si. Em consequência, uma rotação da Terra é um pouco menos do que um dia, ou seja, menos do que 24 horas. Quanto a menos? A 360ª parte de 24 horas, isto é, de 1440 minutos, ou seja, 4 minutos. Uma rotação da Terra leva, pois, 23h 56min e não 24 horas. Interessante, não?

12 novembro 2013

Assistam meu Hangout em “Mentes Brilhantes”.

by @ 22:11. Filed under Inespecífica

Mentes Brilhantes

[Ernesto von Rückert is proudly powered by WordPress.]