by @ 14:39 on 24 abril 2007. Filed under Português

No meu entendimento, o estabelecimento de uma norma culta é uma necessidade para dar identidade a um idioma. A existência de uma gramática, de um vocabulário oficial e de um falar padrão para o ensino daquele idioma aos estrangeiros dá à língua um estatuto de estabilidade, que lhe confere foros de cidadania no concerto mundial. É claro que toda língua é dinâmica e que existem dialetos e falares. Mas, por exemplo, a idéia de se estabelecer um alfabeto rigorosamente fonético para a língua portuguesa não é factível, pois os falares regionais (sotaques) inviabilizarão qualquer esforço nesse sentido. Por outro lado, a construção artificial de um idioma, como o esperanto, em que se pretenda estabelecer uma correspondência biunívoca entre significante e significado, já mostrou-se fadada ao insucesso. Penso que o modo como as coisas estão estabelecidas, isto é, um falar coloquial mais elástico e uma norma culta de escrita mais rígida, é o que parece mais adequado.

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