Cosmosofia

by @ 23:41 on 2 fevereiro 2009. Filed under Esoterismo, Psicologia

Em cosmosofia poder-se-ia discutir a questão da percepção do mundo (que, certamente se dá em mentes, que são entidades não físicas) e, mesmo, a possibilidade da realidade física ser a emergência de algo não físico mais primevo, ou outras considerações, como o dito “consciente coletivo”, numa abrangência cósmica ou a “consciência cósmica” do Goswami, o panteísmo do Spinoza e outras que tais.
Contudo, que considero que tudo isso, simplesmente, não existe, mas estou disposto a mudar de idéia, caso convencido, como também a convencer a quem admite estas possibilidades de que elas não procedem.
Pode-se conceber uma área de contato entre os saberes a práticas das “ciências duras” e os das disciplinas mais elásticas. Tal abordagem já foi e é feita por cientistas, como David Bohm, Karl Pribram, Roger Penrose, Eugene Wigner, Jiddu Krishnamurti, Francis Collins, James Lovelock, Michael Talbot, Lee Smolin, Robert Nadeau, Menas Kafatos, Jacques Lacan, Deepak Chopra, Fritjof Capra, Amit Goswami, John Hagelin, Fred Alan Wolf, Masaru Emoto, Stuart Hameroff, MIchael Behe e muitos outros.
Sei que é difícil manter um alto nível de discussão em campos em que há divergências de concepções, mas não impossível. E, certamente, estamos entre damas e cavalheiros. Logo o uso de artifícios erísticos e falaciosos não pode ser admitido, como argumentos “ad hominem”. No entanto a troca de pontos de vista diversos é enriquecedora para todos, mesmo que não se sintam convencidos do oposto e troquem de posição.
Minha posição é a monista fisicalista, de que a mente e todos os fenômenos e atributos psiquicos, como o instinto, a memória, a emoção, a intuição, o pensamento, o sentimento, a consciência, o inconsciente e o “eu”, mesmo não sendo materiais, não se assentam em nenhuma entidade substancialmente imaterial (alma espiritual), sendo uma ocorrência advinda da composição, estrutura, dinâmica e funcionamento do organismo biológico que a suporta, em especial (mas não somente) o sistema nervoso. Assim sendo, não precede nem sucede à vida orgânica do ser que a contém, sendo também uma ocorrência individualizada, não tendo nenhuma instância coletiva, muito menos de abrangência cosmológica.

Carpentier define a Cosmosofia como:
“Uma doutrina filosófica capaz de conciliar o conhecimento científico e espiritual da cultura, ou um sucessor a sistemas teológicos que ajudaram a construir e manter grandes culturas da Antiguidade, da Idade Média e do Renascimento. Cosmosofia é simultaneamente uma teoria e uma prática, meta e pós-cartesiana e que representa um quadro sinóptico, sintético, Holístico, analógico e filosófico da ciência. Como tal, é um “Ars Magna”, em consonância com as construções cosmológicas dos últimos quarenta séculos no Oriente e Ocidente.”
Ao processo intelectual que leva à construção da Cosmosofia ele denomina “Psicosíntese”.
“Esse mecanismo, segundo ele, prevê uma montagem alegorica, no sentimneto, para o casamento de uma inata intuição mental com a experiência derivada de conhecimentos adquiridos, antigos e modernos. Cosmosofia pode ser definido em breve como o horizonte filosófico emergente do relativístico, fractal, quântico, transfinito, semântico e estrutural da realidade universal. Ele ressalta que esse binário, inclusivo e paradoxal “Holistico” responde às necessidades da programação de computadores quãnticos, preditos pelo físico Richard Feynman, porque o plasma em estado estacionário, velocidade superluminal computador do futuro terá que operar para além de alternativas antitéticas mutuamente excludentes lineares de inteligência analítica, a fim de imitar os processos não-dualista que ocorrem no campo do espaço-tempo relativístico.”
No meu entendimento ele não fala coisa com coisa. Só aparenta ter um conhecimento “por ouvir falar” de física quântica e relatividade, que mescla com conhecimentos esotéricos orientais.

The URI to TrackBack this entry is: http://www.ruckert.pro.br/blog/wp-trackback.php?p=2890

Leave a Reply

Please note: Comment moderation is currently enabled so there will be a delay between when you post your comment and when it shows up. Patience is a virtue; there is no need to re-submit your comment.

[Ernesto von Rückert is proudly powered by WordPress.]