A Música e eu

by @ 1:17 on 26 dezembro 2009. Filed under Artes, Música, Pessoal
Violino
Monti – Czardas

Desde garoto eu gostava de música clássica, que ouvia em discos antigos de meu pai. Estudei piano dos nove aos doze anos, mas parei para dedicar mais aos estudos ginasianos. Tocava por hobbie e cheguei a compor umas peças aos dezoito anos. Entrando na faculdade deixei a música de lado para me dedicar à matemática e à física, que já começara a lecionar. Dos quinze aos dezenove anos, participei da TFP, onde se ouvia muita música clássica. Comecei minha coleção de discos aos dezessete anos, quando meu pai me presenteou com a quinta de Beethoven. Desde então, já fiz um acervo de quase quatro mil discos clássicos, sendo uns mil de vinil. Sempre tive interesse pela música e leio muito a respeito. Ao me casar, fiquei sem piano em casa. Depois comprei um, mas tive que vender por aperto financeiro. Quando me aposentei na UFV, em outubro de 1996, propús à rádio da Universidade produzir e apresentar um programa semanal de duas horas de música clássica, com comentários, e foi aceito, ficando chamado “Primeira Classe”, tendo por vinheta um divertimento de Mozart. Por um período de quatro anos, de 1999 a 2002, o programa foi suspenso, porque eles não podiam pagar hora extra noturna para o operador da mesa. Isto foi contornado com a transformação da Rádio FM Universitária e da TV Viçosa em uma fundação. O Colégio Anglo, em que já era Vice-Diretor, bancou o patrocínio do programa, e ele retornou em 2003, continuando até hoje.

Semanalmente eu escolho um tema e seleciono as músicas para ilustrá-lo. Pode ser um compositor, um estilo, uma época, um país, uma forma musical, um instrumento ou outra coisa. Em função do tempo, escolho peças de meu acervo e busco as referências literárias em minha biblioteca (que tem mais de seis mil títulos), na internet e, mesmo, nos fascículos que acompanham os discos (ou na contra-capa dos de vinil). Então elaboro o que vou dizer, mas não redijo. Deixo fluir a fala na hora, para ficar mais expontâneo. Muitas vezes traduzo na hora do inglês, francês ou italiano (infelizmente não falo alemão, como poderia parecer). Isto também dá mais naturalidade, pois meu domínio desse idiomas não é total. A Wikipédia é uma excelente fonte de informação (mas não em português). Criei uma comunidade “Primeira Classe” no orkut, para o programa, onde publico a programação. A partir dele atendo a pedidos de ouvintes, que também podem se dirigir a meu e-mail ernestovon@yahoo.com.br

Música e Matemática.

Tem muita coisa a ver. Primeiramente porque a divisão dos tempos de duração das notas e a construção dos intervalos harmônicos dos acordes e arpejos guardam proporções matemáticas que constróem sonoridades harmônicas ou não, bem como melodias agradáveis ou não. Essas duas qualidades da música, melodia e harmonia (sequência temporal e simultânea de sons), são, pois, pura matemática. A música serial e a dodecafônica, por exemplo, são construidas por análise combinatória de sequências de sons, tanto em altura quanto em duração. Outra característica do som, o timbre, é fornecido pela proporção das intensidades dos diversos múltiplos da fgrequência fundamental, o que faz distinguir que tipo de instrumento está dando certa nota. Os sintetizadores eletrônicos são baseados em uma ferramenta matemática chamada “Análise de Fourier”, que permite construir artificialmente o som de qualquer instrumento. A codificação denomindada “MIDI” (Musical Instrument Device Interface) é uma série de instruções matemáticas para o sintetizador reproduzir o som de tal ou qual instrumento com a altura, intensidade e duração que se desejar. Teses de doutorado em matemática são feitas para elaborar programas de análise de fourier que identifica um instrumento captado no microfone e constrói uma pauta com as notas que ele dá, como o faz o programa “Sibelius”. Outros programas, como o “Encore” e o “Finale” também permitem edição de partituras e colocá-las a tocar no computador. Outros ainda permitem a criação eletrônica de instrumentos não existente concretamente. Isto é interessantíssimo.

Outra coisa é que a música e a poesia, são artes que se desenvolvem no tempo e não no espaço, do mesmo modo que a aritmética e a álgebra são construídas sequencialmente e não numa totalidade simultânea, como a geometria. De certa forma, demonstrar um teorema é como compor uma melodia. Há uma poesia na matemática, como há matemática na poesia. Gostaria que lessem o prefácio que escreví para o livro “Escadir”, do meu amigo Diógenes, que pode ser achado no meu site, assim que eu pagar a hospedagem e ele voltar ao ar.

Existe o fenômeno do “Savant” que é uma pessoa autista mas extremamente desenvolvida em um aspecto particular, que, muitas vezes, é a música. Foi o que aconteceu com o personagem do filme “Shine”, que recomendo por sua beleza. Mas a inteligência musical dos verdadeiros gênios é um dom nato, uma hipertrofia, em termos de densidade de conexões neuronais, e mesmo de neurônios nos lobos temporais (atrás das orelhas). Mas a música envolve outras partes do cérebro, tanto do hemisfério direito quanto do esquerdo, pois reune razão e emoção, além de memória extraordinária. Todavia não há correlação direta entre habilidade musical e verbal, por exemplo, nem mesmo matemática. Em geral, contudo, grandes músicos também são inteligentes em outros aspectos e a produção de peças musicais requer grande cultura em muitas áreas, como literária, histórica e, mesmo, psicológica, pois a música pretende expressar sentimentos.

Por outro lado, a prática da música é um fator de aumento da inteligência global, como mostra o artigo da revista “Brain and Mind”:

http://www.cerebromente.org.br/n15/mente/musica.html .

Conclusions:

One cannot deny the power of music. High school students who study music have higher grade point averages that those who don’t. These students also develop faster physically. Student listening skills are also improved through music education. The top three schools in America all place a great emphasis on music and the arts. Hungary, Japan, and the Netherlands, the top three academic countries in the world, all place a great emphasis on music education and participation in music. The top engineers from Silicon Valley are all musicians. Napoleon understood the enormous power of music. He summed it up by saying, “Give me control over he who shapes the music of a nation, and I care not who makes the laws” .

Períodos da Música

A música clássica (na concepção genérica de música erudita) é um fenômeno tipicamente ocidental. Não havendo registro da música grega e romana, começamos com a música medieval, depois a renascentista, a barroca, a clássica, a romântica, a moderna e a contemporânea. Dentre esses estilos básicos houve variações, como a “ars antiqua” e a “ars nova” na Idade Média, o estilo rococó, os vários romantismos, o impressionismo, o dodecafonismo etc. Este artigo da wikipedia esclarece bem o tema:
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_erudita .

Música Popular e erudita

Música erudita é aquela cuja execução exige um conhecimento tecnico mais elaborado e que é composta segundo padrões estabelecidos por uma coletividade de músicos de formação musical mais extensa, em oposição à música popular que é mais espontânea e menos exigente em termos de conhecimentos teóricos. Isto não impede que músicos eruditos usem temas populares nem que músicos populares possuam extenso conhecimento musical. De fato, o termo “Clássica”, de uma forma mais estrita, refere-se a um período da música ocidental que vai, mais ou menos, de 1750 a 1820, tendo se desenvolvido principalmente em Viena, mas expandindo-se para o resto da Europa, e, mesmo, até no Brasil, onde o padre José Maurício Nunes Garcia e os compositores do denominado (errôneamente) “Barroco Mineiro”, como Joaquim José Emérico Lobo de Mesquita, compunham à moda de Haydn, Mozart e Sammartini, compositores do períoco Clássico. Todavia, popularmente, consagrou-se a denominação “Clássica” para todo o tipo de música erudita. Geralmente o ouvinte que aprecia tal tipo de música é uma pessoa de formação cultural mais abrangente e profunda, uma vez que sua audição requer um acompanhamento atento do desenrolar do fraseado musical, da harmonia (acompanhamento), da orquestração e de todos os fatores intervenientes, numa análise constante e detalhada, para que se possa fruir todo o prazer estético de sua audição. É uma música que apela não só para a sensibilidade, mas também para a intelígência e uma certa erudição, para entender o significado das alegorias literárias, pictóricas e até filosóficas envolvidas. É como se ler os “Lusíadas” sem conhecer história e mitologia.

Walt Disney sempre fez uso de música clássica em seus desenhos, mas Hanna e Barbera também, desde Tom e Jerry até o pica-pau e vários outros. Nas décadas de 40 e 50 isto era a praxe e eu considero um excelente modo de acostumar o ouvido com os clássicos. Não acho que o uso de música clássica em comerciais ou novelas seja prejudicial, pelo contrário. Mas quero comentar que muitas canções dos filmes de Disney, mesmo não clássicas, são um primor de melodia e arranjo. Bárbara Hendricks gravou um disco com canções de Disney que é uma maravilha. Minha predileta é aquela do Pinocchio: “When you wish upon a star”.

Infelizmente a rádio não faz gravação dos programas ao vivo, de modo que “verba volant”. Agora eles adquiriam novos equipamentos que serão montados nestas férias. Vou ver se para o ano consigo gravar os programas e disponibilizá-los em podcast.

Que pena os cartoons de hoje não tenham esse humor franco e sadio, essa preciosidade de composição cinematográfica e musical. Uma beleza!
Estudei um pouco de piano mas estou sem treinamento. Você pode ouvir algumas composições ingênuas que fiz aos 17 anos um pouco mais embaixo na coluna da direita da página inicial do meu blog: www.ruckert.pro.br/blog (recomendo o prelúdio e o romançe, de Ruckert).

Atualmente estou estudando canto lírico e em breve deixarei umas interpretações minhas no You Tube.

É difícil precisar o limite entre a música popular e a erudita. As valsas de Strauss, na sua época, eram música popular, hoje são eruditas. No século XIX, o povo, nas ruas, cantarolava árias de Verdi. Preciosidades da música popular passaram a ser clássicas, como “Rosa” de Pixinguinha. Em todo caso, posso dizer que a música erudita é mais elaborada em todos os aspectos musicais, como melodia, harmonia, combinação de timbres, fraseado musical, estrutura planejada, execução mais difícil, apelo a referências literárias, históricas, mitológicas, religiosas, filosóficas. Exige de seus executantes um conhecimento musical mais formalizado e, geralmente, é apresentada em ambientes mais sofisticados, em que o público ouvinte permanece em silêncio respeitoso e atento. Mas isto também pode se dar em concertos de música popular, em alguns casos. Em geral o apreciador de música erudita possui um nível cultural mais elevado, conhecimento mais vasto da própria música, é uma pessoa bem informada e instruída, o que não impede que também aprecie música popular. A música erudita tem uma certa “sofisticação”, do tipo que diferencia um linguajar linguisticamente escorreito de um falar vulgar. Ambas, todavia, expressam valores culturais próprios de estratos sociais distintos, sem impedimento de intercessões.

DDD, ADD e AAD

A gravação de um disco envolve três processos: A captação do som, o processamento do som e a gravação propriamente dita no meio físico. A primeira das três letras refere-se a ser a captação do som feita de forma digital ou analógica, a segunda se refere ao processamento (mixagem, cortes, alterações de volume, velocidade etc) e a terceira à gravação no disco de vinil ou fita magnética analógica (A) ou em compact disk (CD), digital versatile disk (DVD), Blue Ray, ou em memória eprom, como nos pen-drives (D). Analógico significa que o veículo armazenador da mensagem sonora (ou visual) o faz de forma análoga ao próprio som ou imagem. Em um long-play, a profundidade e a ondulação lateral do sulco do disco possui exatamente a mesma modulação que a pressão do ar na onda sonora, de forma que a cabeça do braço do toca discos, por meio de um cristal piezo elétrico ou uma cápsula de carvão granulado, passa essa modulação mecânica (a vibração da agulha enquanto percorre o sulco) para uma modulação de corrente elétrica que, devidamente amplificada, em cada um dos canais estéreos (horizontal e vertical) é levada aos altofalantes cuja membrana vibra mecanicamente, por acionamento magnético, reproduzindo o que se está gravado. Teoricamente este processo é mais fiel ao som original. Na gravação digital o microfone (que é necessariamente analógico) é imediatamente acoplado a um modem (modulador demodulador), que transforma a onda de corrente elétrica em uma sequência de bits, de acordo com uma taxa de amostragem (geralmente 44 mil informações por segundo), cada uma com uma profundidade de som (número de bits de cada informação – geralmente 96, mas pode ser mais ou menos – quanto mais, mais fiel é a demodulação). Isto equivale a substituir uma onda contínua por uma em forma de escadinha, com 96 degraus a cada 44 mil avos de segundo. A vantagem é a ausência de ruidos extrínsecos à própria informação musical, mas há perda de fidelidade, especialmente nas baixas frequências (notas graves).

Interpretação autêntica

É aquela feita da forma como a música era executada na época em que foi composta, com instrumentos e forma de interpretação idênticos. Nem sempre esta informação é disponível. Artesão, luthiers e outros fabricantes de instrumentos, quando não se tem algum modelo original para ser reproduzido, baseiam-se em pinturas da época para construir o instrumento. Como não havia gravação de som, não se sabe exatamente como a música era interpretada, tomando-se indicação por meio de descrições textuais. No mundo antigo conhecem-se os instrumentos usado pelas gravuras em vasos e afrescos, mas não se conhece que música se tocava no Egito, na Suméria, Babilônia, Assíria, Israel, Grécia, Roma, pois a evolução dos estilos deixou isto perdido. Parece que na China, Japão e Índia, a tradição oral trouxe até os dias atuais o mesmo tipo de música que se tocava há quatro mil anos. Mas no ocidente isto ficou perdido. O mais antigo que se tem é dos séculos XII e XIII. Há grupos especializados em execuções com instrumentos de época.

Geralmente eu sou eclético. Mas, realmente, às vezes estou a fim de ouvir tudo de um mesmo compositor, como Brahms, meu predileto, ou Tchaikovsky, ou Chopin, ou Beethoven. Acabo sempre ouvindo umas três horas de música clássica por dia, pelo menos. Enquanto trabalho no computador, costumo sintonizar a “Radio Classique” de Paris, ou a “Play Classical UK”, de Londres, que anda fora do ar, ou a “Venice Classical Radio”, de Veneza, ou a “Classical Minnesotta Public Radio”, de Saint Paul, ou a “Classical Archives”, ou, ainda a “Beethoven Radio”, que são minhas prediletas em música clássica. Então fico ouvindo enquanto trabalho. Agora, por exemplo, estou na “Radio Classique”. Para sintonizá-la, entre em um programa de execução de mídia, como Winamp, Windows Media Player, Real Player, Quick Time ou outro, peça para tocar URL e digite: http://88.191.49.187:443 (com os dois pontos mesmo).

Minha Biblioteca

Esta é outra das minhas paixões. Se, até hoje, em minha vida, de salários, já ganhei uns dois milhões de reais, meio milhão eu paguei de imposto, meio milhão eu comprei comida, meio milhão eu gastei com o resto (energia, telefone, roupas, móveis, carro, combustível, aluguel etc) e meio milhão eu gastei com livros, discos, partituras, mapas, revistas e tudo o que tenho em minha biblioteca. Se fosse vendê-la, não apuraria um décimo disto. Não tenho investimentos, nem poupança, nem negócios, só dívidas, pois houve época em que treze pessoas viviam do meu rendimento, morando em quatro casas. Pretendo criar uma ONG e doar a biblioteca para acesso gratuito do povo. Antes de saber ler, meu pai me lia revistinhas do Pato Donald e Mickey. Aos quatro anos já as lia sozinho. Comecei assim a colecioná-las, pois não jogo nada fora. Desde criança leio tudo, umas boas quatro horas por dia. Em compensação nunca pratiquei esporte nenhum, nem assisto televisão e durmo pouco. Sou muito caseiro e introspectivo, mas não tímido. Meu pai já tinha muitos livros. Minha família é toda de intelectuais. Só médicos, advogados, engenheiros, professores, militares. Nenhum empresário nem fazendeiro. O pai da minha mãe era primo do Rui Barbosa. O pai do meu pai falava oito idiomas. O pai da mãe do meu pai era adido consular de Portugal em Belo Horizonte e também tinha uma vasta biblioteca. Herdei muitos livros do meu pai, que lecionava História e Geografia. Sempre adorei ler e estudar (mas nunca o que o professor estava ensinando – mesmo assim sempre fui o primeiro da turma). Fui formando minha biblioteca (fotos em meu perfil) e hoje conto com uns seis mil títulos de livros, dez mil revistas, quatro mil discos, além de mapas, gravuras, partituras, programas de computador etc.

Já perdi muitos livros que emprestei, não me devolveram e então tive que comprá-los de novo. Hoje, quando empresto, peço à pessoa para assinar um livro de empréstimo. Minhas secretárias (a quem eu dou bolsa de estudo no Anglo em troca de três horas de trabalho diário – veja em minhas fotos), já catalogaram quase tudo. Leio uns quatro ou cinco livros ao mesmo tempo. Atualmente estou lendo “A Felicidade Desesperadamente” de André Comte-Sponville, “A Desobediência Civil”, de Henry David Thoreau, “A arte de escrever” de Schopenhauer, “Devagar”, de Carl Honoré, “Uma Noite no Palácio da Razão”, de James Gaines e “Psicologia e Neurociência”, de Saulo Araújo. Meus interesses são por Física, Matemática, Cosmologia, Astronomia, Filosofia (Metafísica, Epistemologia, Ética, Estética, Lógica), Biofísica, Bioquímica, Ecologia, Evolução, Neurociência, Psicologia, História, Antropologia, Linguística, Idiomas, Paleontologia, Geologia, Geografia, Educação, Música, Canto, Teatro, Cinema, Pintura, Escultura, Literatura, Poesia, Arquitetura. Não me interesso por Economia, Administração, Direito, Negócios, Esportes, Política (a não ser filosoficamente), Agricultura, Comércio, Indústria. Não acompanho noticiário econômico, político, criminal nem esportivo (nem assisto jogo nenhum). De um modo geral não tenho os pés no chão, vivo no mundo da Lua e da fábula da Cigarra e da Formiga, sou a Cigarra, apesar de não ter a mínima preguiça e trabalhar muito, pois sou perfeccionista e não me incomodo com o tempo, a despesa, o esforço e a dificuldade para fazer qualquer coisa muito bem feita. Isto é, sou muito eficaz, mas pouco eficiente.

Esqueci de dizer que também tenho uma grande ligação com a informática. Já na década de 70 eu programava em Fortran, nas páginas de codificação para perfuração de cartões do IBM 1130 e depois no 360. Comprei meu primeiro micro em 1984 – Um PC-AT 286 de tela de caracteres âmbar, antes do Windows, e, então, no DOS, usava os programas DBase, Lotus123, Wordstar, Chi-Writer (para editar fórmulas matemáticas) e Derive (para computação algébrica). Logo que surgiu o Windows (3.1), passei para um 486 e comecei a trabalhar com computação gráfica no CorelDraw 3. Foi até professor e escrevi uma apostila de Corel 6. Lecionei Power-Point, Excel Avançado (programação em Excel) e Derive (também escrevi uma apostila). A primeira página da web do site da UFV, em 1994 foi feita por uma equipe da qual eu participei (quando se escrevia diretamente em HTML). Atualmente só faço planilhas Excel e bancos de dados Access para meu colégio, além de textos no Word. Estou por fora de php, cms, flash e essas novas técnicas de webdesign.

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3 Responses to “A Música e eu”

  1. Inês Sagula Fossa disse:

    Concordo com o que você propõe, é uma questão de autoformação , ou seja por si (autos), pelos outros (hétero), pelas coisas (eco); que implica em diferentes níveis da interação pessoa-meio ambiente: prática, simbólica, epistêmica.
    Consigo compreendê-lo, quando se diz solitário, porque é difícil às vezes seguir nossos pensamentos (raciocínio), que conseguem fazer a ligação entre os saberes (utilizando muitas vezes da analogia). Mas isto também, é fruto de uma educação holística que recebemos quanto crianças, em casa com nossos pais e nas escolas que freqüentamos.
    Meus pais que eram italianos, simpatizantes do anarquismo, diziam que as pessoas deviam ter um conhecimento global, do mundo que os cerca, a Arte, Filosofia, Ciência, História/Geografia e conhecer bem a linguagem de cada uma, para assim poder compreender e respeitar o ‘espaço’ de cada um, para podermos construir ‘habitus’ construtivos e de preservação tanto do ser humano quanto da natureza. Porque fazemos parte dela e dela dependemos.
    Posso lhe informar que esta ideia na, ‘Conferência proferida no II Encontro Catalizador do CETRANS da Escola do Futuro da USP, que ocorreu no Guarujá, São Paulo, de 8 a 11 de junho de 2000’, com o título de A autoformação, uma perspectiva transpessoal, transdisciplinar e transcultural. Proferida por Pascal Galvani – Mestre de Conferências associado. Universidade François Rabelais, Tours, França. Desde 1979, trabalhou nas periferias urbanas com jovens marginalizados e, no meio rural, com formação profissional. Após um período de formação em ruptura com as instituições escolares, retomou, a partir de 1988, uma formação universitária paralela à sua atividade profissional.
    O qual, tenho uma empatia, porque também trabalho com a formação de jovens marginalizados da periferia urbana, paralelamente às minhas atividades universitárias.
    Ele diz, “deveríamos inverter completamente o eixo da ação educativa para desenvolver uma abordagem interior da educação: a autoformação”. E o objetivo de meu trabalho é desenvolver a autoformação nos alunos. Eis o trajeto antropológico da autoformação:

    Um Processo tripolar: S-1 Heteroformação ↔ S-3 Autoformação(Pessoa) ↔ S-2 Ecoformação, inseridos no Meio-Ambiente.

    A formação:um processo vital e permanente de morfogêneses e metamorfoses emergindo das interações entre a pessoa e o meio ambiente físico e social.

  2. Ernesto disse:

    A propósito, lendo o artigo da Ruth de Aquino na página “Nossa Antena”, da revista Época nº 606, de 28 de dezembro, concordo plenamente com o fato de que é preciso um investimento GIGANTESCO na educação dos primeiros anos (0 a 4), não só em creches mas no próprio lar, exatamente, como você diz, de uma forma abrangente (todas as facetas da realidade, não só os variados ramos do saber, mas as múltiplas habilidades da vida) e com um enfoque autodidático, isto é, levar a criança a procurar o conhecimento (informações e habilidades) por seu próprio interesse, estimulando a curiosidade e dando instrumentos para que seja desenvolvida, inclusive de forma lúdica, com brinquedos polivalentes e capazes de propiciar o estabelecimento de ligações entre significados e significantes, evitando a perda excessiva de conexões neuronais que se dá nesta fase, quando estímulos são cessados. Este investimento de que falo passa pela implantação de creches em número capaz de atender a TODA a população, devidamente equipada de pessoal com competência para o trabalho, isto é, suficientemente bem remunerado para que sua atividade não seja apenas remunerada condignamente, mas seja, mesmo, ATRATIVA, para que as melhores cabeças optem por fazer pedagogia e educação infantil, ao invés de direito, engenharia e medicina. O que eu digo é que uma professora de creche e primária precisa ganhar, pelo menos quatro ou cinco salários mínimos, para início de carreira.

  3. Inês Sagula Fossa disse:

    Sim, este investimento na realidade acaba custando bem menos aos cofres públicos, num prazo mais longo, porque estaremos evitando a ascensão da violência e da marginalidade. Assim, não haverá necessidade de construir mais presídios, onde cada preso custa ao mês R$1200,00, ao Estado. Contra R$0,90 + ou – por aluno atualmente. Indico a leitura, não sei se vc já leu, “Escritos de Educação” de Pierre Bourdieu, Organização de Maria Alice Nogueira e Afrânio Catani – Editora Vozes. Excelente. Eu também sou Pedagoga.

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