Superdotação

by @ 15:30 on 13 março 2010. Filed under Educação, Inteligência

Tenho muito interesse sobre o tema “superdotação”, uma vez que posso me considerar assim, pelo que percebo de meu comportamento na infância. Mas nunca tive tratamento especial na escola pública em que estudei. Em casa, contudo, meus pais me municiavam de leituras e conversas estimulantes, já que eram intelectuais, como é o caso de toda a minha família, tanto materna quanto paterna. No ensino fundamental eu já estudava em livros de história e geografia de nível superior, pois meu pai era professor dessas matérias. E nunca me contentava em saber só o que os professores ensinavam. Comecei a estudar filosofia com 11 anos, juntamente com física atômica e nuclear, eletrônica e mecânica. Além disso tocava piano e pintava quadros. Só nunca gostei de esportes nem de negócios. Chamava matemática de boatemática. Hoje penso o quanto o mundo perde em não apoiar adequadamente os superdotados.
Procurei conhecer a Mensa Internacional para me juntar a uma comunidade de pessoas mais inteligentes, para colocar este dom a serviço da humanidade, mas decepcionei-me com a vaidade de muitos membros. Inteligência é algo importante, mas caráter é mais ainda.
A questão do caráter é fundamental, pois uma grande inteligência voltada para o mal é o maior desastre. Todavia vejo uma grande correlação (com exceções, é claro) entre uma maior inteligência e um comportamento ético positivo e, mesmo, um espírito de desprendimento e altruísmo. O que costuma faltar é só a modéstia. Por isso a educação tem que ser integral: inteligência, conhecimentos, habilidades e caráter.

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One Response to “Superdotação”

  1. Inês Sagula Fossa disse:

    Realmente, meu amigo. Uma formação integral, pra quem vive num meio que a proporciona, mas temos uma grande quantidade de cças com altas habilidades/superdotação, que é o nome usado na LDBEN 9394/96, que moram na periferia. Vejo que uma escola de período integral, poderá proporcionar esta falta, para estas cças. Tendo professores especializados no trato com elas, sabendo direcioná-las e ajudá-las nesta inquietante busca de saber, do por quê das coisas, querer fazer para saber como é.
    Numa escola de período integral, pode-se realizar um plano individualizado para estes alunos.Como experiencio, na rede municipal de São José dos Campos, SP.
    Por muito tempo o Brasil, desperdiçou, estas mentes – as quais poderiam ser incentivadas para a produção de novas tecnologias. Que é este o viés de um país de 1º Mundo, investir em tecnologia.
    A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, de 2008, traduz em seus objetivos e diretrizes essa orientação, ou seja, a garantia de acesso à escolarização na sala de aula comum do ensino regular e a oferta do atendimento educacional especializado complementar, aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. O atendimento educacional especializado deve ser organizado em salas de recursos multifuncionais ou centros de atendimento educacional especializado, no contraturno do ensino regular….o Art.6 do Decreto nº6.253, de 13 de novembro de 2007, passa a vigorar acrescido do seguinte artigo:
    Art.9º-A.Admitir-se-á, a partir de 1º de janeiro de 2010, para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB…..
    Mas só serão contemplados os alunos matriculados nas redes públicas, e com deficiência física, os alunos com altas habilidades/superdotação, os com TDHA e os com dificuldades de aprendizagem, serão amparados, mas não receberão dinheiro.
    Temos na Rede Municipal, aqui, já uns 400 alunos com altas habilidades/superdotação que recebem no contraturno um atendimento especializado, nas escolas que já estão com o período integral, e as que ainda não têm, esses alunos são atendidos pelo Centro DECOLAR. Apesar dos professores em sala de aula terem muita dificuldade de identificá-los.
    Creio, que já é um começo, e a luta da Dra. Zenita Guenther,Lavras-MG, já começa a dar seus frutos, porque não podemos disperdiçar tantas ‘mentes brilhantes’.

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