Considero que, já que a verdade é única, todos os caminhos necessariamente levarão a ela. Assim, Religião, Ciência e Filosofia, desde que corretamente aplicadas à busca da verdade, a encontrarão. Não há porque considerá-las compartimentos estanques. Seus métodos são distintos mas, no meu entender, é preciso, inclusive, promover uma intercessão dos métodos e dos objetos dessas disciplinas, para proveito recíproco. Assim, temas filosóficos precisam ser abordados de uma perspectiva científica e religiosa, temas religiosos de uma perspectiva filosófica e científica e temas científicos de uma perspectiva filosófica e religiosa. Mas, pessoalmente, vejo um problema com a abordagem religiosa. A questão é que cada religião parte do pressuposto que sua doutrina, contida na revelação, é incontestável. Isto não ocorre na ciência e na filosofia, pois nelas não há o absoluto definitivo. O que há é a busca da verdade e não a sua posse. Diferentes religiões apresentam diferentes proposições descritivas para a realidade, que consideram ser a verdade. Mas não podem haver explicações discordantes do mundo igualmente verdadeiras. Qual delas é a certa? A religião não decide, senão não poderiam haver várias religiões. Cada um diz que a sua é a verdadeira. Como saber? Talvez nenhuma seja. Aí é que vejo a Ciência e a Filosofia como os únicos caminhos para se alcançar a verdade. O que a Religião, a Ciência e a Filosofia devem buscar é, simplesmente, o “Conhecimento”. Não importa a metodologia com que se aborda essa busca. O importante é que se possa dizer que se “sabe” ou não se sabe algo a respeito de alguma coisa. Nesse sentido, a origem da palavra “Ciência”, no latim, é “Scientia”, isto é “conhecimento”. Quando se fala em “busca da verdade” o que se entende por esta “verdade” é a adequação entre a realidade e sua descrição. Isto é o conhecimento, a apreensão da realidade. Então, não importa se se usa um método científico, filosófico ou teológico, o que importa é que se obenha a descrição verdadeira. Mas aí surge o problema: como saber se é verdadeira? A experiência mística parace revelar a essência da realidade de uma maneira direta, pelo menos na percepção de quem a experimenta. Mas, objetivamente, como conferir? No meu entendimento só existem dois critérios de verdade: a evidência e a prova, mas esta, em última instância, se reporta a evidências. O assunto requer mais digressões, que espero desenvolver com mais apuro. No entanto não acho que a ciência e a filosofia façam mal à religião, pelo contrário. Se todas querem chegar à verdade, cada uma deve prezar o auxílio da outra. Mas a fé não pode ser critério de verdade, segundo penso. Quanto à questão “Deus existe ou não?” considero que esse conhecimento (sobre a existência de Deus) pode ser bem vívido para quem tem fé, de modo que, para essa pessoa, não há dúvida nenhuma e, com base nesta certeza, tudo que ela vê é uma prova da existência de Deus. Mas esta verdade é subjetiva. Alguma pessoa pode não experimentar essa certeza interior (e existem muitas). A questão a ser colocada é: como verificar, objetivamente, de modo inequívoco e inquestionável, que Deus existe ou não? Ainda não achei uma resposta, mas, por tudo que examinei até o momento não posso ter a certeza nem de sua existência nem de sua não-existência.


Hum… mas o que seria necessariamente a verdade?
E, porque a ciência e a filosofia são caminhos para ela?
Temos muitos pré-supostos aqui. Como posso dizer… por verdade única, estamos falando de qual das verdades únicas que já houveram? Verdade é sempre um tema muito… interpretativo. Eu vejo a verdade como o que se acredita que verdade é, por mais estúpida que pareça essa afirmação, porque mesmo um caminho como a ciência, que parte do suposto de que não conhece a verdade e busca adquirí-la tem certas travas, como a religião, que limitam sua visão da verdade. Algumas religiões também não partem do suposto de possuir a verdade, mas tem uma ideologia que os impede de ver uma verdade diferente da verdade como acreditam que ela deva ser.
E, em outra questão, a filosofia e a ciência não deveriam ser consideradas trilhas separadas. Primeiro porque, ao separar-se a filosofia da ciência, separa-se a ciência nos muitos caminhos da ciência, pois separá-los inicialmente é fazer isso, já que a assim dita ciência é na verdade um dos caminhos da filosofia. A filosofia e a ciência tem, por mais incrível que pareça para alguns, a mesma raiz e doutrinamento. Não só é filosofia o belo pensamento do pensamento, mas as operaçõs matemáticas e as pesquisas biológicas, pois todos eles partem dos princípios filosóficos de buscar algo que não temos e pelo qual ansiamos. Por ser amigos do conhecimento, filósofos. E, mesmo na filosofia, as vezes, masi que uma busca pela verdade, encontramos o questionamento do que serai a verdade. Como falei, por verdade única, o que exatamente estamos falando?
Ja-ne. Perguntas demais e respostas de menos dessa vez, não?
Porque o curso de filosofia EAD esta tão caro?