Matéria e energia

by @ 13:05 on 18 julho 2010. Filed under Esoterismo, Física, Física Quântica

Uma confusão conceitual que muitas vezes se tem é a de que “energia” seria um constituinte do Universo, inclusive o constituinte básico, do qual a matéria e a radiação, os outros constituintes, seriam feitos. Tal entidade, em verdade, é o que se chama de “campo”. Campo é algo que preenche o espaço, ou melhor, que dá azo ao surgimento de um espaço como aquilo que o contém, com a propriedade caracterizante de possibilitar interações entre suas próprias condensações, que são as partículas formadoras da matéria e da radiação. A curvatura do espaço gerado pelo campo vem a ser a gravitação. Energia é, apenas, um atributo do campo ou de suas condensações (matéria e radiação), da mesma forma que os momentos linear (quantidade de movimento) e angular (spin), a carga elétrica, a paridade, a estranheza, o isospin, o número bariônico, o leptônico, a cor (no sentido da teoria dos quarks) e outros atributos que, inclusive, possuem grandezas definidas para quantificá-los. Não existe “energia”, como algo em si, mas apenas como uma propriedade de alguma coisa. A equação de Einstein, E=mc^2, não correlaciona matéria com energia, mas “massa” com energia. O que ela diz é que a propriedade dos sistemas denominada massa, que mede tanto o seu conteúdo de inércia quanto sua capacidade gravitante, nada mais é do que uma forma da energia possuída pelo campo concentrado que vem a ser aquele sistema. Ao se quantizar o campo pode o fazer em forma de férmions, que são os quarks e léptons, constituintes da matéria, ou em bósons, que são as partículas de radiação, mensageiras das interações, das quais a principal é o fóton, cuja quantidade é um bilhão de vezes mais abundante do que a de partículas de matéria do Universo. Isto significa que a matéria hoje existente é apenas um bilionésimo do total de matéria e antimatéria primordialmente existente.

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2 Responses to “Matéria e energia”

  1. jonas disse:

    Caro Ernesto!
    O que é interesante é porque a matèria sobrepujou a anti-matéria.Creio que estamos mesmo na Física que é uma “ciência dura”,emaranhados em números que podem mudar em um instante(caso do tamanho dos prótons,4% menores) e isto alterar toda forma de raciocínio e conclusões.Toda vez que lançamos mãos de dados e observações incorretamente interpretados,quer pela defesa acrítica para estabelicimento de uma cosmovisão ou pela ignorância que é peculiar e pertinente ao ser humano quantos as questões do Universo e sua magnitude,estamos a abrir a “caixa de Pandora científica”,restando-nos apenas a Esperança de estarmos corretos.O SIMPLISMO há muito tempo tomou as rédeas da ciência no afã de corroborar as expectativas “fisicalistas” da cosmovisão vigente,e isto nos faz muitas vezes andar em círculos,não “indo” onde as evidências nos levem para não abalar pressupostos de cunho filosóficos materialistas,que posam de ciência estabelecida.Quando a humildade e a aceitação da ignorância permeiar as mentes mais brilhantes,poderemos ter a esperança de encontrar o “rumo” a VERDADE!Abraços

  2. já dei minha opinião em: “Nada e o infinito” que serve tambem paraeste caso.

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