Estudo indica que religião pode ser extinta em 9 países ricos

by @ 2:09 on 2 abril 2011. Filed under Ateísmo, Economia, Religião

Projeção feita por cientistas americanos baseada em dados de censo identifica declínio da religião em nações como Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça.
(http://www.estadao.com.br/noticias/geral,estudo-indica-que-religiao-pode-ser-extinta-em-9-paises-ricos,695510,0.htm)

Acho que a previsão é correta. O apelo religioso é grande onde a prosperidade geral e o nível cultural são baixos. Assim que a humanidade for conseguindo superar o problema da pobreza, da educação e da saúde, menos pessoas sentirão necessidade das consolações religiosas. O normal é que se arrefeça o fervor. Quanto à distinção entre praticar uma religião e ter uma crença, isto é fato. Há quem pratique religião por convenção social sem crer e há quem creia sem praticar religião nenhuma. Normalmente se tem as duas coisas na mesma pessoa, mas nem sempre. Mas, se a crença acabar, certamente não haverá motivo para se ter religião. As edificações religiosas: templos, seminários, hospitais, colégios e outras deverão ser, naturalmente, absorvidas pela sociedade para fins humanísticos, no caso de templos, podendo ser mantidos como monumentos arquitetônicos ou adaptados para teatros, museus ou algo semelhante. É claro que o legado artístico-cultural gerado pelas religiões é um patrimônio da humanidade e não deve ser destruído, como imagens, pinturas e músicas sacras.

A esperança é uma fé, pois fé é uma crença injustificada em qualquer coisa e esperança é uma fé na obtenção de algo futuro. Nenhuma delas é uma virtude, pois se apoiam em quimeras. Confiança, sim, é uma virtude, pois é a crença na obtenção de algo futuro com base no esforço que se desenvolverá para tal. A repressão alimenta a fé e a esperança, pois, muitas vezes, não se tendo nada em que concretamente confiar para se livrar da opressão e da penúria, o próprio cérebro se ancora em ilusões, para não se ter o sentimento de estar caindo no vazio. É como o paciente terminal que sabe que nada na medicina será capaz de salvá-lo. Ao invés de aceitar tranquilamente a morte e tomar as providências práticas cabíveis, aferra-se em crendices mirabolantes na esperança de não morrer. Por isso, países pobres ou com estrutura política repressiva, como ditaduras, são os que mais dificilmente a população deixará as crenças religiosas e adotará as concepções agnósticas, ateístas, humanistas, racionalistas e livre-pensadoras.

Uma das condições para nos livrarmos das crenças religiosas e das religiões é a prosperidade. E esta não virá apenas com a distribuição equitativa de toda a riqueza existente no País. Dada a nossa população, esta riqueza tem que crescer muito ainda, além de ser equitativamente distribuída, para alcançarmos uma prosperidade e um nível cultural escandinavo, suíço, canadense, australiano ou austríaco. isto é possível? Sim, é claro. Para começar, cada um tem que renunciar de vez à preguiça e à cobiça e trabalhar além do necessário, em benefício da coletividade e não só de si mesmo. E acabar de vez com a corrupção em todos o nichos da sociedade, por meio de uma atitude generaliza de denúncia e cobrança de posturas idôneas por parte de políticos, empresários, magistrados, militares, clérigos, funcionários e, até mesmo, de trabalhadores safados. Sem deixar de eleger só candidatos que se afinem, antes de tudo, com a lisura, sejam de que partido forem, pois velhacos os há em todos.

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