“Amai-vos uns aos outros”

by @ 12:40 on 29 junho 2011. Filed under Sexualidade

Concordo plenamente  em que não se manda no desejo. Mas as ações humanas possuem uma gradação de níveis, começando pelo desejo, passando pela vontade (querer), daí para a decisão e, então para a ação. Nenhum desejo é proibido. Livre pensar, é só pensar. O pensamento e o desejo não possuem grades. Mas nem toda a ação é permitida. Há desejos que não se pode realizar. Você pode, num acesso de raiva, desejar a morte de alguém, até mesmo de um ente querido. Isto não significa que vá matá-lo nem que isto seria lícito. Para isto existe a ética, que mostra que tipo de ação pode ou não ser feita. Então, quanto ao sexo, o que seria ético? É ética a ação que promova a maximização da felicidade para o maior número de seres, que não seja fonte de prejuízo ou sofrimento para ninguém, que seja de modo a poder se tornar universal e que seja tal que nós mesmos disponhamos a recebê-la. A pedofilia não é ética, mesmo que o desejo exista, pois é fonte de sofrimento para a criança. Mas o relacionamento sexual consentido entre adultos, seja qual for a modalidade, incluindo a possibilidade da pluralidade amorosa, não fere nenhum preceito ético, pois, se todos os envolvidos estão de acordo, ninguém sofre ou é prejudicado e, por outro lado, se tornam mais felizes. Então há que ser acolhido como algo perfeitamente normal, até mesmo em atendimento ao preceito de Jesus para “amar-nos uns aos outros”. Ou seja, homossexualidade, bissexualidade, poliginia e poliandria são tão legítimos quanto a heterossexualidade monogâmica ou a assexualidade dos sacerdotes e freiras que cumprem seus votos.

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