Avareza

by @ 14:58 on 31 outubro 2011. Filed under Poesia

Os homens compenetrados
seus lucros acelerados
disputam angustiados.

Nas noites tão mal dormidas
as vidas são consumidas
em almas empedernidas.

As pessoas companheiras
usadas, é brincadeira,
não passam de umas tranqueiras.

No peito, sem sentimentos
vivem todos os momentos
a enriquecer, um portento.

Não sabem que desta vida
nada pode ter guarida
da morte, quando acolhida.

Nem a fortuna guardada
a sete chaves fechada
vai poder ser despachada.

Os anos desperdiçados
por ninguém ter sido amado
serão todos apagados.

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