Personalidade

by @ 13:22 on 28 dezembro 2005.

Esta é uma página ainda em desenvolvimento, com base em depoimentos das pessoas que me conhecem.

No trabalho sou uma pessoa competente, responsável, entusiasmada e sempre disposta a ajudar, mas sou obstinado e teimoso. Considero que sempre estou certo porque, quando convencido de que não, mudo de opinião. Mas não sou fácil de convencer. Por ter certeza de minha competência, emano autoconfiança e encaro as tarefas como se não houvesse amanhã. Sou capaz de encampar o mais difícil dos projetos, na medida em que ele for suficientemente desafiante, tirando-me da rotina. Considero ter uma personalidade brilhante e um caráter ilibado o que me faz atuar como um farol, se englischaufsatzschreiben
bem que alguns colegas possam alimentar certa animosidade pela minha extravagância e aparente presunção. Sou completamente avesso a qualquer modismo, esterótipo ou bajulação.

Sou prestativo e amigável, sempre propenso à conciliação e infenso à competição. Gosto de ensinar o trabalho aos outros e me alegro com seu progresso. Evidentemente não participo de intrigas e fofocas e jamais puxo o tapete de quem quer que seja, mesmo se me for inimigo. Felizmente não tenho conhecimento de ter nenhum inimigo.

Tenho tendência a exagerar em me incumbir de mais do que possa agüentar, o que normalmente resulta em prazos perdidos e uma atitude de adiamento, não por ser preguiçoso ou enrolador, mas porque meu entusiasmo e perfeccionismo, às vezes, me exaure a energia. Minha aparente indiferença é enganosa – eu realmente me importo com o que faço, apenas mantenho uma atitude tranqüila, que me permite continuar sorrindo, mesmo quando já perdi tempo demais com alguma coisa ou perceba que a dificuldade é quase intransponível.

Só porque sou flexível e calmo, isto não significa que não diga exatamente como me sinto – o que dá certo para mim e o que não dá. Não sou capaz de cumprir ordens cegamente – preciso entender a razão, o objetivo e o processo envolvido em qualquer tarefa. O que me faz sentir motivado são os novos e desafiantes projetos, mas, questionar minhas intenções é o modo mais rápido de me aborrecer. Não sou capaz de cometer fraudes ou trabalhar em qualquer projeto desonesto. Isto me faria denunciar imediatamente o caso.

Tenho a tendência a não me importar com o tempo, o custo ou o esforço despendido para fazer qualquer coisa. Assim posso dizer que não sou eficiente, mas sou muito eficaz, já que viso sempre a excelência do resultado, a qualquer custo. Sou uma pessoa nem um pouco prática, vendo as coisas sempre pelo aspecto teórico. Filosofo muito sobre a razão de todas as coisas, questionando as causas e as finalidades do que quer que seja num contexto mais abrangente do que o interesse imediato da empresa ou instituição.

Sou uma pessoa de extrema confiança e honestíssimo em tudo o que faço. Por isso não sou bom para negócios porque tenho muito escrupulo em não causar prejuízo a ninguém, exceto a mim mesmo. Não sou capaz de tirar proveito da inferioridade do outro e nem sequer de levar alguma vantagem indevida. Considero a transparência um requisito essencial em tudo, portanto não acho correto a ocultação de nada, mesmo que redunde em prejuízo.

Como chefe ou patrão, sou compreensivo, mas quero dedicação e competência. Dou todas as condições para o trabalho e espero que seja feito no capricho. Sempre estou disposto a perdoar, mas quem me for desleal ou se aproveitar de minha condescendência para não cumprir o combinado, não conte mais comigo como empregador.

Outro aspecto de minha personalidade que quero ressaltar é que sou uma pessoa jovial e alegre, gosto de cantar e até fazer brincadeiras, do tipo instigante, cuja compreensão requeira certo grau de inteligência, sem nunca, contudo, fazer troça de ninguém. Nunca faço uso de sarcasmo nem de ironia. Não lanço indiretas. O que tenho que dizer o faço de forma direta e explícita. Mas me magoo e me entristeço quando questionam minhas intenções ou me imputam alguma culpa indevida. Se cometo algum erro ou falha, reconheço de pronto e me empenho em sanar suas consequências, custe-me o que for.

Que defeitos eu me atribuiria? Primeiro: sou gordo e não estou conseguindo emagrecer. Porque gosto muito de doce. Tenho que parar, pois estou ficando diabético e já tive dois infartos. Em 2002 consegui emagrecer 35 quilos, chegando a 85. De lá para cá ganhei de volta 25. Outra coisa: tenho grande dificuldade em dizer não e recusar a atender os muitos favores que sempre me pedem. Isto me sobrecarrega bastante. Assumo responsabilidades demais, participando de diretoria de várias associações, sempre com inúmeras incumbências, pois dou conta e faço tudo muito bem feito. Preciso reservar mais tempo para mim mesmo.

Em família não sou muito participativo do ambiente, pois não vejo televisão, que é onde todos se reúnem. Acabo solitário com minhas leituras, meus estudos, minhas escrevinhações, minhas navegações na internet, pintando minhas telas e ouvindo música clássica (umas 3 horas por dia, enquanto faço estas outras coisas). Também gosto muito de trabalhos manuais com madeira e conserto tudo em minha casa.

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7 Responses to “Personalidade”

  1. Mario Silveira disse:

    Você é bem interessante, meu amigo! Creio que nos daríamos muito bem…

    Ah! O Jung utilizou de modo muito científico os signos do Zodíaco (como controle) para justificar sua teoria da sincronicidade, fenomenologia, como você deve saber, ligada à energia arquetípica do inconsciente.

    Então, só para constar, sou Capricórnio com ascendente em Libra.

    Sincera ou ingenuamente,

    Mário

  2. Andréa Silva disse:

    Adorei sua falsa modéstia.
    Uma coisa que eu não gosto nos espiritualistas ou espíritas é o fato de que nada, nem de bom nem de ruim nunca vem deles. Que porcaria de falsa modéstia! Ou mehlor, hipocrisia!

  3. João Victor disse:

    Sou adepto de muitas de suas características, mais não me considero um gênio, gosto de uma boa musica, toco violão clássico e desenho, e a pouco passei em física na universidade aqui onde moro, só lamento a falta de apoio que meus familiares me dão em relação ao que gosto e o que sou, quando falei que queria cursa física todos me olhavam espantado, como se eu fosse um louco, o olha deles dizia: por que não direito?, por que não medicina?, isso me chateava muito, então disse para todos que ia presta vestibular pra engenharia e falei que só por comodidade iria colocar física como segunda opção, então verifiquei o número de escritos em engenharia e física, depois criei um limite de questões que deveria acerta para que não passasse em engenharia, e passasse em física. Essa historia vou carregar sempre com um pouco de revolta

  4. Ernesto disse:

    Pois é. Acho um absurdo as pessoas acharem que só médico, engenheiro, advogado ou empresário é que são importantes profissionais. O resto é para os incompetentes. Professor, então, nem se diga. Pergunte-se a uma turma de alunos do ensino médio quem quer ser professor que ninguém diz que quer. Os alunos não respeitam os professores porque vêem neles pessoas fracassadas, que se tornaram professores porque não conseguiram nada melhor. Há mais de 40 anos atrás, quando eu estava no científico, os melhores alunos das turmas é que iam ser professores e todos invejavam. Os não tão bons iam ser médicos, engenheiros e advogados. Meus filhos, que fizeram engenharia de alimentos e medicina veterinária, já depreciavam a profissão do pai, que sempre lhes valeu o sustento e o conforto. Escritor, cientista, filósofo, músico e artista são a mesma coisa. Um bando de lunáticos sem os pés no chão. Mas é graças a esses lunáticos que o mundo conta com tantos avanços tecnológicos e sociais (onde há). E quem não gosta de música, de cinema, de uma boa leitura… E os filósofos foram os que gestaram as idéias que permitiram à humanidade a liberdade, a prosperidade e a paz que as nações que souberam sorver tais idéias gozam. Fique tranquilo, caro João Victor, que você e eu estamos em muito melhor companhia do que quem pensa só nas vantagens pecuniárias das profissões.

  5. João Victor disse:

    Ninguém poderia expressar melhor, agradeço suas palavras.

  6. isabel santos disse:

    Bom dia.
    Aqui, numa busca mais ou menos definida sobre o principio antrópico deparei-me com o seu blog e fiquei muito bem impressionada.
    Estive ontem das 18h ás 7h do dia seguinte com mais 2 amigos,uma enóloga e um professor de estatística a falar sobre a possibilidade de existência de vida fora do planeta Terra. A discussão tornou-se cada vez mais apaixonante pois cada um de nós tem visões completamente diferentes sobre o assunto. Eu não tenho nem de longe os conhecimentos académicos que esses amigos têm, mas desde cedo fui sempre uma curiosa sobre assuntos que remetem para a vida e o seu significado. Passei por vários grupos religiosos que deixei e tenho hoje convicções- como dizer – espirituais que me estimulam a procurar explicações para alguns fenómenos para mim ainda não devidamente compreendidos.Claro, que o que me vale é que penso. E sobretudo, sinto. E dou muito valor a opiniões diferentes da minha desde que respeitem a minha e saibam/queiram ter a paciência de ouvir a minha questionadora criança interior.Muitas vezes não tenho os termos académicos usuais mas questiono pela lógica.Nessa conversa que participei, o meu amigo de estatística- um homem cheio de calma – falou a certa altura do principio antrópico e eu sabendo-o ateu, desmanchei-me a rir dizendo que afinal ele era muito mais religioso do que pensava. Para mim não faz sentido tal coisa. Cheira-me a Fatalismo independentemente de todos os cálculos com que se misture.Ele é um homem culto e extremamente educado, mas acho que não consegue descer do seu pedestal.Eu sinto isso como uma certa forma de defesa. Estarei errada. Mas a conversa começou exactamente pela minha indignação sobre o facto da comunidade científica em geral,ridicularizar certas crendices,mitos ou convicções mais ou menos generalizadas ao invés de se preocupar em explicar, numa linguagem minimamente acessível,a razão para que elas não tenham base de sustentação. Ainda não li os temas do seu blog, por isso é cedo para me manifestar sobre ele, mas uma coisa posso dizer: Acho que conseguiu o mais difícil que é falar daquilo que sabe com o cuidado de falar para quem não sabe.Muito obrigada.Isabel Santos

  7. Ernesto disse:

    Obrigado, Isabel. Isto é algo que sempre prezo e, em verdade, transformo na missão de minha vida. Levar a todos a luz do conhecimento para espancar as trevas da ignorância e o calor da compreensão e da solidariedade para derreter o gelo da indiferença. Fico feliz em ver que tudo o que escrevo seja proveitoso para as pessoas. Gosto de discutir para esclarecer ou, quem sabe, mudar o meu modo de pensar, caso convencido. Fique à vontade para intervir em qualquer tópico ou discutir nas comunidades de relacionamento de que participo, como orkut, twitter ou facebook, além de meu outro blog. Veja os links no cabeçalho deste blog. Um abraço.

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