A Fala do Papa

by @ 15:40 on 14 outubro 2006.

Não se pode dizer que foi leviandade de Bento XVI ter feito a citação que fez a respeito do profeta Maomé, em sua aula magna na Universidade de Regensburg. Mas, certamente, foi inoportuna. A delicada conjuntura não recomenda incitar os brios islâmicos. E as conseqüências, claramente previsíveis pelo Papa, logo se deram a conhecer, com perdas materiais e da vida de uma freira. Contudo, ele tinha razão.
Tem-se falado muito que o radicalismo islâmico é coisa de uma minoria fanática e que a maior parte da população é pacífica. De fato é. Mas assim é por não seguir fielmente o Corão Sagrado. A mise-ricórdia de Allah se estende apenas aos infiéis que se submetam à fé islâmica (islã significa submissão). Apesar da tolerância à pratica de outras religiões, que historicamente ocorreu nos territórios dominados pela expansão muçulmana (judeus na Palestina, cristãos na Espanha, hindús no Paquistão), a doutrina contida no Corão concita o fiel à “Jihad” (guerra santa), primeiro contra si mesmo, para purificar sua alma e, a seguir, contra os inimigos do Islã.
Ao contrário do cristianismo, que evoluiu de uma postura belicosa nas Cruzadas para um compor-tamento conciliador, especialmente após João XXIII, no século XX, depois da queda do Imperio Otoma-no, o fundamentalismo islâmico ressurgiu com força e tem recrudescido pela ação de grupos e movimen-tos como Al-Qaeda, Talibã, Hezbollah, Hamas e outros. Atentados como o de 11 de setembro, levam o ocidente a encarar o Islã, e não apenas seus representantes extremistas, como uma ameaça talvez maior que a União Soviética nos tempos da Guerra Fria.
O sonho de pacificação de Israel e de uma convivência harmoniosa entre cristãos, judeus e mu-çulmanos (sem falar em ateus) nos países islâmicos está cada vez mais distante. Exatamente porque a concepção do Islã envolve a totalidade da vida, nos seus aspectos religioso, político, social e privado. Não existe nele a noção de liberdade religiosa e de expressão do pensamento, tão cara ao ocidente democráti-co. A Europa, perigosamente próxima dos territórios islâmicos e cada vez mais habitada por contingentes muçulmanos, tem toda razão em sentir-se ameaçada, e o Papa foi o porta-voz dessa angústia.
Um ecumenismo que, além das confissões cristãs, pudesse englobar as três religiões monoteístas descendentes de Abraão é quase impossível. Como os judeus e maometanos aceitariam Jesus como Deus? Como os cristãos e judeus aceitariam Maomé como um profeta que recebeu do Arcanjo Gabriel a última e mais completa revelação, o Corão? Na verdade, a harmonia pacífica entre todos os povos só seria alcan-çada quando as religiões passassem a ser consideradas sob seu aspecto antropológico, isto é, como mani-festações culturais do homem na sua busca pelo entendimento da vida e do mundo, e pudessem continuar a ser praticadas apenas como tal, despidas de seu caráter dogmático e de sua pretensão de serem detento-ras da verdade. Quando a razão, a filosofia e a ciência se tornassem as mestras da vida e a verdade fosse considerada como uma meta a ser perseguida, mas jamais possuída em sua plenitude. Quando a crença na existência ou não de Deus fosse uma questão respeitada de foro íntimo de cada um e a virtude uma prática disseminada, não importa qual seja a visão que se tenha da realidade.
Dizer que essas são concepções ocidentais e que é preciso respeitar a cultura de cada povo é uma posição indefensável. Que cada povo preserve seus costumes e crenças é correto, desde que eles não fi-ram os direitos e liberdades essenciais do ser humano. A poligamia pode ser considerada imoral no oci-dente e aceita no mundo árabe sem problema, porque não fere direitos e nem liberdades. Mas exigir que se professe determinada religião fere. Não é porque na China a sociedade tolera que se matem bebês do sexo feminino que esta prática possa ser eticamente aceita.
Considero que só a educação, e, principalmente, o estudo da ciência, da história e da filosofia pela juventude, conduzido de modo isento, imparcial e metodologicamente cético e racional, permitindo o exame de todas as visões, poderá levar as futuras gerações a uma atitude tolerante e cosmopolita, que considere a humanidade como uma grande irmandade que compartilha o planeta Terra e que precisa abdi-car de suas disputas bairristas e se unir para garantir a felicidade e o futuro da espécie, e, inclusive, da toda a vida existente. Mas não vejo como levar esse tipo de educação às crianças muçulmanas. Esse mo-vimento teria que surgir no interior da própria sociedade islâmica. Contudo há esperanças, como percebo pela internet, no orkut, por exemplo, pela presença de pessoas que defendem esta visão e, até mesmo, de ateus, em lugares como o Irã e o Paquistão. A participação em fóruns de discussão desse tipo de proble-mas e em comunidades do orkut sobre o tema é uma maneira positiva de contribuir para atingir essa meta num prazo menor que meia dúzia de séculos.

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14 Responses to “A Fala do Papa”

  1. Marcos Penna disse:

    Uma batalha errada.
    Eu não me defino como utilitarista mas por vezes me vejo muito
    simpático a essa teoria, no entanto sou frontalmente contrário ao
    benthamismo. Assim me posiciono diste das religiões.
    Entendo que elas já fizeram muito mal, mas elas é quem garantiu a
    vida humana no planeta. Não fossem elas os homens já teriam se
    matado uns aos outros e o último deles já teria matado sua parceira
    ou teria sido morto por ela, o que de qualquer forma liquidaria a
    humanidade, então opto pelo sim para as religiões.
    Quanto à paz mundial eu não creio que um dia se chegue a ela,
    exceto se descobrirmos um meio de mudar o ser humano geneticamente,
    porém não estou certo de que isso realmente seria um benefício para
    a humanidade, então meu voto vai para o conflito eterno.
    Entretanto opto pela paz entre árabes e judeus, e o faço por pura
    logica. Entendo que não é possível aos árabes liquidarem todos os
    judeus do mundo. Nem milhares de anos sem pátria conseguiu tamanha
    façanha e não será agora que os judeus tem uma pátria que os árabes
    irão conseguir. Da mesma forma entendo que os judeus não conseguirão
    eliminar perto de dois bilhões de árabes espalhados nào só pelo
    mundo árabe como pelo mundo todo.
    Ora, se nehuma das duas partes consegue liquidar o outro, só resta
    uma única opção, e esta é a de um acordo. Depois do acordo talvez
    até a amizade entre eles seja possível.
    Onde este raciocínio nos leva? Temos ai algumas premissas, e penso
    que elas já sejam suficientes para uma conclusão. Vejamos.
    A paz mundial não é possível, por conta da natureza humana, mas
    eles não estão em guerra declarada.
    Por outro lado a paz entre judeus e árabes é viável pois estão em
    guerra. Quer me parecer que conclusão seja óbvia: só a guerra pode
    produzir a paz. Estamos então diante de um padadoxo?
    Não sei ao certo de que seja realmente um paradoxo, porque entendo
    o antônimo de guerra como paz, então não há paradoxo algum, e sim
    uma obviedade.
    Mas, e então…
    Então o problema está na falsa guerra. É com ela que temos que
    nos preocupar realmente. A falsidade é o nosso real inimigo.
    Essa mesma falsidade que as religiões não conseguiram eliminar, nem
    entre seu próprio meio. Seria este então o tal pecado venial de que
    nos fala a Bíbia, e este que estaríamos condenados para sempre?
    Bem, isso não sei, por mais autêntico que eu pretenda ser, mas não
    sei mesmo. Só suponho.

  2. Flavio disse:

    Professor, discordo da sua opiniao de que a humanidade nao se extinguiu ainda, por causa da religiao. Na minha opiniao é exatamente o contrário. A religiao só tem atrapalhado o progresso da humanidade, até porque Deus nao existe, e Jesus é apenas uma lenda, nunca existiu.

  3. Ernesto disse:

    Flávio: esta opinião que você está condenando não é minha e sim do comentarista Marcos Penna. Concordo com você de que a religião atrapalha o progresso da humanidade. Mas sua existência é um fato, e não se pode exterminá-la por qualquer ato de violência. Então, há que se educar o povo para ser tolerante em religião, cada uma com as outras. Enquanto isto, a disseminação da educação científica a níveis cada vez mais elevados e a parcelas cada vez maiores da humanidade, até que todos, sem excessão, tenham um nível de educação equivalente ao ensino médio, promoverá a compreensão de que a fé religiosa é inteiramente dispensável, desde que, nesse ensino, de fato se ensine ciência, filosofia, história, artes e, principalmente, principios éticos de tolerância. Com isto, as religiões podem até serem seguidas de uma forma folclórica, como preservação da identidade cultural, como acontece com os indígenas aculturados, em relação a seus rituais ancestrais.

  4. Leandro Santos disse:

    Sr. Von Rückert, seus textos são excelentes. Compartilho da mesma opinião que o senhor.

  5. Marcelo Randes disse:

    Professor Ruckert, a religião que abdicasse de sua missão como portadora de uma mensagem divina já não seria religião sequer do ponto de vista antropológico. Ao contrário das partículas quânticas, um homem religioso é incapaz de ser e não ser ao mesmo tempo, ter uma compreensão exclusivamente antropológica de sua própria religião, o que a aniquila, e depois exercer sinceramente a sua fé. Um religião sem fé e sem crentes sinceros já não é religião, é só uma bela foto em papel couchê na National Geographic. No mais, que as religiões possam existir num mundo em que a liberdade de consciência é respeitada e aceita como um valor inquestionável, o atual momento vivido pela esmagadora maioria das nações ocidentais o demonstra. Resta ao pessoal do lado de Alá – sim, ao diabo com o relativismo cultural – aprender igualmente a lição.

  6. Ernesto disse:

    Quando digo que se deve considerar as religiões de um ponto de vista antropológico, entendo que não se pode estar filiado a nenhuma delas, pois assim a pessoa não consegue ter a isenção necessária para apreciá-la de fora. É preciso, pois, despojar-se de qualquer fé. Todavia pode-se praticar-se os ritos de uma forma puramente convencional, para satisfação social, como no caso de casamentos, batizados ou enterros. Certamente muitos hão de permanecer com sua fé, nas diferentes crenças. Mas, como foi dito, é preciso que esta fé seja acompanhada da tolerância e do respeito pelas outras convicções religiosas ou pela ausência delas. No fundo, isto só pode acontecer se a fé for aceita de uma forma que leve em conta a possibilidade de estar errada. Quem tiver uma convicção inabalável da veracidade de sua fé, certamente há de considerar todas as outras errôneas e, mesmo que não condene a pessoa, jamais considerará a possibilidade de que ela esteja certa.

  7. Fernando disse:

    Todos os lugares que tem a religião Islãmica tem conflitos, para onde eles emigram criam comunidades isoladas que aumentam com muita rapidez, se deixar pode até virar um problema nacional. E nestes lugares ocorrem atentados monstruosos. Me parece que esta na própria doutrina. Esperar que a humanidade transcenda esta situação através do estudo filosófico é muito inocente. O ser humano é limitado para isso. O mundo civilizado vai ter que se precaver deste virus.

  8. Ernesto disse:

    Para se atingir uma sociedade mundial ideal, em que as fronteiras sejam abolidas, é preciso que todos aceitem as diferenças culturais e de crenças religiosas, além de outras providências de ordem econômica. Isto é possível, só que muito difícil e bem demorado. É coisa para mais de meio milênio. Mas tem que ser de modo pacífico, pela educação. O ocidente, mais liberal, precisa exercer pressão no sentido de liberalizar o mundo islâmico. É um trabalho que precisa ser mantido continuadamente por centenas de anos. Do mesmo modo que nós nos libertamos da tirania do cristianismo católico, ortodoxo e mesmo protestante fundamentalistas, obscurantistas e retrógrados, estabelecendo uma sociedade laica, pluralista, tolerante e democrática, eles também podem chegar a tal estágio. Como o mundo budista e hinduísta não é sectarista, apenas o islã ainda não se abriu para a constatação que nenhuma religião é melhor do que outra e todas são igualmente válidas para quem queira crer em divindades. O ideal é não ter nenhuma, mas isto ainda demora mais ainda.

  9. Fernando disse:

    São bonitas e humanas tuas palavras. Seria o ideal. Mas, se no ocidente, que a religião prega o amor, e dar a outra face na bofetada, foi difícil, imagina num povo que a religião prega a morte ao inimigo. Tenho receio que estas comunidades possam ir entranhando na nossa sociedade ocidental. Sociedade esta, que está perdendo a identidade cristã e familiar.
    Espero que voce esteja certo.

  10. Ernesto disse:

    Pois é… O que considero importante e valioso na civilização ocidental não é o fato de ser cristã e nem a estrutura celular na forma familiar, mas sim sua característica democrática, liberal, progressista, tolerante, questionadora, criativa e cooperadora. Elas foram sendo assimiladas a partir do renascimento e se firmaram na população, mesmo que, muitas vezes, lideres políticos pretendam impingir regimes totalitários e cerceadores do livre pensamento e expressão. Família e religião são possibilidades dentre outras, não essenciais para a existência de um mundo harmônico e fraterno, em que todos se realizem e atinjam a plenitude de suas vidas de forma alegre e feliz. Mas é preciso que tudo isto seja disseminado por todo o mundo, mesmo mantendo características culturais diversas em cada lugar, desde que elas não signifiquem opressão, intolerância, preconceito ou sofrimento para ninguém.

  11. Fernando disse:

    A questão que fica na mente é se a nossa característica democrática, liberal, progressista, tolerante, questionadora, criativa e cooperadora, não se deve ao próprio cristianismo. Ainda que tenha tido momentos escuros na nossa história, parece que o caminhar foi evolutivo, enquanto que nas culturas orientais me parecem cíclicos.

  12. Ernesto disse:

    Não penso que o cristianismo é que tenha desenvolvido essas características, pelo contrário, durante a Idade Média, em que o cristianismo esteve no poder temporal, a intolerância religiosa era extrema, como atestam a inquisição e as cruzadas. Aliás, naquela época, os muçulmanos eram mais tolerantes com os cristãos que a recíproca. Mais recentemente é que, em alguns países muçulmanos, recrudesceu-se o fundamentalismo. O próprio protestantismo, que surgiu de uma contestação às práticas do catolicismo, tornou-se intolerante, cada confissão em relação às demais e ao catolicismo, como também ao espiritismo. A Revolução Francesa foi intolerante com a religião, qualquer que seja, o mesmo acontecendo com o comunismo, tal como se estabeleceu na União Soviética, seus satélites, a China e Cuba. O problema de ser um religioso tolerante é que se torna preciso admitir que as outras religiões possam estar certas e a nossa errada. Isto é difícil para quem tem fé. Por isso vejo que a fé, qualquer que seja ela, de fato, é um obstáculo ao estabelecimento de um mundo harmônico e fraterno. Somente renunciando-se a ela e tornando-se um livre pensador a pessoa pode ser, de fato, tolerante.

  13. Sylvia Lima disse:

    Me parece que a questão é de ponto de vista. Ninguém sabe tudo, mas acha que seu discernimento é o melhor de todos. Não há necessidade de se saber de quem é o melhor pensamento. Como a um filho que amamos desde pequeno mesmo julgando que nada saiba, devemos ajudar aos que crescem e continuam sem saber. Essas diferenças se dão pela forma de vida que levam, pela cultura em que estão imersos, pela falta de reflexão íntima, pela impossibilidade ou incapacidade de utilizarem seus livre-arbítrios sem medo de penalidades, pela incapacidade de moverem-se com as prórias pernas, pelo comprazimento com o que vigente está,etc. As atitudes são munitoradas, mas o pensamento não. Logo podemos pensar livremente em caminhos que gostaríamos de percorrer onde quer que estivéssemos, independentemente de credo político, religioso etc. Essa é sem dúvida uma das vantagens do pensamento, e mais, podemos transmití-lo a outros. Quando se pensa intensamente em torno de algo, logo, logo, alguém captará sua emissão e pensará o mesmo que você pensou. Importa nos países em que não há liberdade de expressão sob penas diversas, que deixem o pensamento diferenciado voar até ter força,tomar forma, amadurecer e deixar de ser só um pensamento. Deste modo, mesmo que se perca a liberdade não se perderá a integridade. Jesus Cristo disse o que pensava numa terra de radicalistas e porque não quis desdizer o que tinha dito, foi assassinado. Penso que uma lenda não possa repercutir tão profundamente nos corações humanos até os dias atuais, onde tudo é tão efêmero. Ainda que tenha sido uma lenda, foi certamente uma lenda que nos ajudou bastante a nos libertarmos de certas amarras. Graças às suas palavras, hoje não somos tão radicais como os que não acreditaram nessa “lenda”. Nem quero pensar “pra não influenciar outras mentes”, o que teria sido de nós se ainda estivéssemos pensando como certos povos radicais que cristalizaram suas idéias nas épocas bélicas da existência! Certamente não haveria este Brasil, tão gostoso e acolhedor, onde apesar dos problemas existentes há liberdades de opiniões, espaço para crescimento de vários ideais, etc. Não é por acaso, que temos aqui pessoas de todas as partes do mundo,bem acolhidas, e que se afinizam com nossas idéias e maneira de viver. E não digam que é pela corrupção,pois esta existe em todo o planeta. Agradeço todos os dias a todos os que nos rodeiam, pois se cada povo se constitui conforme sua ideologia nós somos um povo muito feliz e o seremos cada vez mais. Apesar de muitos pensarem que as causas que trouxeram muitos povos para o Brasil viverem conosco, foram tais como espaço fisico mais favorável, condições climáticas, etc, podemos afirmar que não. Aos poucos vamos nos transformando em um povo ímpar, e não se trata de perda de raizes culturais, mas de afinidades várias que englobam em sua maioria valores morais,como afeto, calor humano, carinho, amizade, fraternidade, flexibilidade. Se os pensamentos que ainda estão verdes nas muitas mentes, espalhadas mundo afora, forem de progresso e quando amadurecerem se tornarem ações positivas, logicamente serão revertidos para o aperfeiçoamento geral. Penso que estamos indo por um bom caminho, nutrindo a paciência que cada mudança exige. Não podemos portanto desperdiçar pensamentos e palavras com o que não queremos que ocorra, mas reforçando os comportamentos positivos, dando bons exemplos, sempre, exteriorizando harmonia, e refletindo em torno do que seria melhor para todos, quem sabe sejamos modelos para alguma geração de povos de credos diferentes, que não estejam beneficiando, com a felicidade, aos seus homens e mulheres. A Terra deverá ser uma única nação de homens felizes. Toda evolução é lenta e a paciência é a alma da transformação. Fiquem em paz com seus bons pensamentos.
    Sylvia

  14. Luiz de Moraes disse:

    Ernesto,

    pelo que o senhor tem dito, percebo que pode até entender bastante de cosmologia e eu não me arriscaria a discutir com o senhor nesse campo sem estudar muito antes.. Mas, por outro lado, percebo que o senhor não sabe absolutamente nada de História. Muito menos de história da Idade Média. Se quiser posso lhe indicar leituras para que o senhor passe a compreender o que de fato foram as Inquisições (sic) e as Cruzadas. Não sabendo absolutamente nada sobre isso, sugiro que não emita juízos sobre o tema, sob o risco de ser desmentido facilmente. (não que eu pense que o sr. não tenha lido nada sobre esse período da história, mas não há dúvida de que só leu material impregnado de mitos e distorções oriundos da historiografia marxista, iluminista e positivista) Comece a aprender algo com esta série apresentada pelo historiador Dr. Thomas Woods: http://www.youtube.com/watch?v=G1rnyGQpkbk&feature=related

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